Coen Brothers Revelam Quais São os Piores Filmes Icônicos dos Anos 1960 que Ainda Amam
Por Equipe Editorial CifraNET · 24/06/2026
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Mesmo sendo responsáveis por algumas das obras mais celebradas do cinema contemporâneo, os irmãos Joel e Ethan Coen não escapam de nutrir uma admiração peculiar por filmes considerados, por muitos, como verdadeiros fracassos artísticos. Em uma recente declaração, eles compartilharam quais são os piores filmes dos anos 1960 que, apesar de suas falhas evidentes, marcaram profundamente sua formação cinematográfica e continuam a ser filmes que assistiriam repetidamente.
A ideia de que cineastas assistem apenas a obras que refletem seu estilo ou sensibilidade artística é desmistificada quando se observa o gosto dos Coen, que desde jovens em Minnesota consumiam uma variedade enorme de filmes, sem preconceitos. Diferente do que muitos poderiam imaginar, eles não se limitaram a clássicos épicos ou filmes cult, mas se aventuraram em produções que hoje são consideradas datadas, com uma estética "estranha e artificial", como definem.
Um exemplo emblemático dessa preferência é a comédia sexual de 1965, Boeing Boeing, estrelada por Tony Curtis e Jack Lemmon. Embora reconheçam que o filme é ruim sob qualquer critério técnico ou narrativo, os irmãos Coen o classificam como "o filme formativo" de suas vidas e afirmam que o assistiriam para sempre. Essa admiração por algo que não faz sentido para a maioria revela o quanto a experiência pessoal e o contexto de formação podem influenciar o apreço por certos trabalhos.
Além de Boeing Boeing, eles mencionam outros títulos que compõem esse universo de "melhores piores filmes" dos anos 60, como That Touch of Mink, A Global Affair, e produções com Bob Hope, Jerry Lewis e Doris Day, incluindo o clássico Pillow Talk. Joel Coen comenta que revisitou Pillow Talk recentemente e o achou "incrivelmente surreal", reforçando a sensação de que esses filmes possuem uma aura única, ainda que não convencional.
Ethan Coen acrescenta que esses filmes possuem uma estética "muito estranha, de madeira", algo que hoje parece ultrapassado e pouco atraente para o público atual, mas que, para eles, tem um charme especial. Ele também inclui The Chapman Report na lista, destacando que sua estranheza é parte do que o torna fascinante.
É importante destacar que, apesar do carinho, os Coen não romantizam esses filmes como obras-primas. Eles reconhecem que essa década foi, em sua avaliação, a "pior era" da história do cinema mainstream de Hollywood, marcada por produções que hoje soam datadas e pouco inspiradas. No entanto, esses filmes tiveram um papel crucial em despertar o interesse dos irmãos pelo cinema, moldando seu olhar e influenciando sua trajetória artística.
Assim, a relação dos Coen com esses filmes ruins dos anos 1960 é complexa e cheia de nuances. Eles não apenas os defendem, mas os celebram como peças fundamentais de sua formação, demonstrando que o valor de um filme pode ir muito além de sua qualidade técnica ou crítica, tocando aspectos pessoais e afetivos que definem a paixão pelo cinema.