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Análise: Brasil e EUA decidem juros diante da guerra no Oriente Médio

As reuniões que definem as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos já estão em curso, marcando a chamada "superquarta". No Brasil, a expectativa do mercado financeiro é por um novo corte na Selic, enquanto nos Esta...

Veiculo: CifraNET 3 min de leitura
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As reuniões que definem as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos já estão em curso, marcando a chamada "superquarta". No Brasil, a expectativa do mercado financeiro é por um novo corte na Selic, enquanto nos Estados Unidos a manutenção dos juros é amplamente esperada. O analista de Economia Victor Irajá explicou o cenário durante o Bastidores CNN desta terça-feira (16).


Na ata da última reunião do Banco Central, realizada entre os dias 29 e 30 de abril, a instituição apontou o cenário geopolítico como um dos principais fatores de risco inflacionário. Além disso, o BC já vinha registrando uma piora nas expectativas do mercado em relação à inflação projetada para o encerramento de 2026.


O Boletim Focus, que compila as projeções do mercado financeiro, elevou pela 14ª semana consecutiva suas previsões para o IPCA ao fim de 2026. "Agora a previsão é que a projeção feche o ano no patamar de 5,3%, muito acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central", destacou Irajá.

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A meta central é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que uma inflação de até 4,5% estaria dentro do cumprimento formal da meta. O IPCA de maio fechou com acumulado de 12 meses em 4,72%, já acima do teto da meta.


Apesar desse cenário de riscos, as principais casas de análise e bancos continuam projetando um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, o que levaria a Selic de 14,5% para 14,25%. Entre as instituições que fazem essa projeção estão Itaú, XP, BTG Pactual, Citi, Banco Inter e Suno Research.


"O próprio Boletim Focus agora projeta uma Selic terminal em 2026 em 13,75%. Anteriormente, essa projeção era de 13,5%. Esse seria o cenário com uma sinalização dada pelo Banco Central de uma maior cautela e talvez algum tipo de sinalização sobre uma interrupção a posteriori desse ciclo de corte dos juros", afirmou Irajá.

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O analista lembrou que na própria ata da última reunião, o Banco Central já havia indicado que estaria bem posicionado, dado o patamar bastante restritivo da Selic.


Estados Unidos
Nos Estados Unidos, a reunião desta semana é a primeira sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para presidir o Federal Reserve. Segundo Irajá, há 99,6% de chance de manutenção do intervalo de juros entre 3,5% e 3,75%.


Se no início do ano ainda se cogitava um possível ciclo de cortes pelo banco central norte-americano, o cenário atual aponta não apenas para a manutenção, mas também para a possibilidade de aumento dos juros ao longo do ano.


Isso porque a inflação nos Estados Unidos acelerou para 4,2%, enquanto o núcleo da inflação (core) está em 2,9%, acima da meta de 2% perseguida pelo Fed.


"Todos os olhos estão voltados para o que vai indicar o novo presidente do Federal Reserve, que assumiu no lugar de Jerome Powell, que era criticado exatamente por manter os juros em patamares elevados", concluiu Irajá.



Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.


 


Fonte: CNN

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