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A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde pas

Por Equipe Editorial CifraNET · 08/04/2026
A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde pas
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A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial, não será um processo simples nem imediato, conforme explica o analista de Clima e Meio Ambiente Pedro Côrtes, ao CNN Novo Dia. Diferentemente de uma avenida recém-inaugurada, o retorno à normalidade enfrenta obstáculos significativos.

"A gente não imagina que o fluxo vai retornar à normalidade porque um dos problemas que a gente verifica é o excesso de minas que foram espalhadas pelo Irã", aponta o analista.

Acrescentando: "Essas minas não são colocadas com uma localização precisa, ou seja, há necessidade de se fazer um processo de acompanhamento das embarcações dos petroleiros que vão atravessar e também uma etapa de desminagem, de retirada dessas minas para que esse corredor seja liberado".

Outro fator complicador é o congestionamento de embarcações aguardando autorização tanto para entrar quanto para sair do Golfo Pérsico. Este acúmulo de navios deverá levar tempo para ser normalizado, possivelmente ultrapassando o período inicial de trégua de duas semanas. Além disso, muitas empresas provavelmente correrão para formar estoques, temendo que a trégua não se mantenha, o que intensificará ainda mais o fluxo de embarcações pela região.

Impactos econômicos globais
Os efeitos da guerra no Oriente Médio serão duradouros e afetarão a economia mundial, segundo alertas do FMI mencionados durante a análise. A situação atual do petróleo é considerada pela Agência Internacional de Energia como mais grave que as crises da década de 1970, que impactaram a economia global por décadas.

A escassez de petróleo levará países a investirem mais em proteção e formação de estoques estratégicos. Nas últimas semanas, diversos países já liberaram parte de suas reservas e precisarão recompô-las, prevendo possíveis complicações futuras. O cenário é agravado pela ocorrência quase simultânea de três grandes conflitos mundiais: Rússia-Ucrânia, Israel-Hamas e agora o envolvimento de Irã, Estados Unidos e Israel.

Esta conjuntura pode representar "dez passos atrás no ritmo de crescimento" da economia mundial, como mencionado na análise, com possíveis mudanças na organização das cadeias produtivas globais. Existe a possibilidade de fábricas que estavam espalhadas pelo mundo passarem a se concentrar em países aliados militar e geopoliticamente, causando rupturas significativas nas cadeias logísticas internacionais.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

 

Fonte: CNN

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