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A música dos Strokes de 2003 que se inspirou fortemente no som do Sonic Youth

Por Equipe Editorial CifraNET · 25/06/2026
A música dos Strokes de 2003 que se inspirou fortemente no som do Sonic Youth
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No cenário musical nova-iorquino dos anos 2000, The Strokes despontaram como a banda que renovou o indie rock com uma sonoridade própria e marcante. Contudo, mesmo com seu álbum de estreia aclamado por trazer um estilo garageiro lo-fi inédito, a banda não criou seu som do zero. Na verdade, eles construíram sua identidade artística a partir da rica tradição musical da cidade, que inclui influências profundas do punk, new wave e, especialmente, do icônico Sonic Youth. Essa conexão ficou ainda mais evidente no segundo álbum dos Strokes, lançado em 2003, quando a banda enfrentou a pressão de entregar um trabalho que fosse ao mesmo tempo inovador e fiel à sua essência. A faixa "12:51", a quarta do disco, é um exemplo claro dessa busca por novidade sonora. O guitarrista Nick Valensi relembra que o som peculiar da música surgiu quase por acaso, ao experimentar timbres com o captador do braço da guitarra e ao pisar acidentalmente no pedal de troca de canais do amplificador DeVille. O resultado foi um tom que lembrava um sintetizador analógico, algo distante do rock tradicional, e que chamou a atenção do vocalista Julian Casablancas, que viu ali uma nova possibilidade para o som da banda. Apesar do entusiasmo, Casablancas também manifestou uma preocupação legítima durante a gravação: ele temia que "12:51" soasse demasiadamente parecido com uma música do Sonic Youth, especificamente "Bull in the Heather". Em conversa com o produtor Gordon Raphael, ele admitiu estar "totalmente copiando" o estilo da banda seminal de Nova York. Essa admissão revela que, embora The Strokes tenham sido pioneiros em seu tempo, eles também reconheceram e incorporaram elementos de seus predecessores, numa espécie de diálogo musical entre gerações. Mais do que uma mera cópia, essa influência demonstra a evolução natural da cena musical nova-iorquina ao longo da década que separa as duas canções. The Strokes, ao reinterpretar e adaptar essas referências, ajudaram a manter viva a energia rebelde e inovadora da cidade, ao mesmo tempo em que criaram um som que inspiraria futuros artistas, como Alex Turner, do Arctic Monkeys, que declarou abertamente sua admiração pela banda. Assim, "12:51" não é apenas uma faixa marcante do segundo álbum dos Strokes, mas também um testemunho da interconexão e do respeito entre bandas que moldaram o indie rock em Nova York. Essa relação entre inovação e influência reforça o papel fundamental de The Strokes na história da música alternativa, mostrando que, mesmo ao "copiar" um pouco, eles conseguiram criar algo único e duradouro.
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