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A Justiça de Pernambuco decretou a prisão preve

Por Equipe Editorial CifraNET · 09/04/2026
A Justiça de Pernambuco decretou a prisão preve
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A Justiça de Pernambuco decretou a prisão preventiva do médico Marcelo Alves Vasconcelos, investigado pela morte da paciente Adriana Barros Lima Laurentino, de 46 anos, após um procedimento de harmonização nos glúteos realizado no Recife, em janeiro de 2025. A decisão, assinada no último dia 27 de março pela 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, ocorre mais de um ano após o caso.

Segundo o documento, a prisão foi decretada com base no artigo 312 do CPP (Código de Processo Penal), com a justificativa de garantia da ordem pública e da saúde pública. A decisão também considera a possibilidade de repetição das mesmas condutas. Marcelo agora é considerado foragido pela Justiça.

O mandado também determinou a realização da audiência de instrução do processo para o dia 22 de setembro de 2026, às 8h30, em formato híbrido, com possibilidade de participação por videoconferência.

O caso ocorreu no dia 11 de janeiro de 2025, quando Adriana se submeteu ao procedimento estético em uma clínica no Recife. Horas depois, segundo familiares, ela passou a sentir dores intensas após ser liberada e voltar para casa, onde foi encontrada sem vida no banheiro. A morte foi registrada pela Polícia Civil de Pernambuco como "Outras Ocorrências Contra a Pessoa".

A família da vítima afirma que o procedimento utilizou polimetilmetacrilato, conhecido como PMMA. A substância não é recomendada para fins estéticos, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Na época, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco informou que o médico responsável pelo procedimento não possuía inscrição ativa no órgão. O conselho também apontou, após fiscalização emergencial, que a clínica onde o procedimento foi realizado não tinha estrutura adequada para esse tipo de intervenção.

Procurada, a defesa do médico afirmou que ele "sempre esteve, e continuará estando, à disposição da Justiça por meio de seus advogados" e que vai contestar a decisão pelos meios legais cabíveis.

O advogado Lymark Kamaroff informou ainda que o caso tramita sob segredo de Justiça e que as questões médicas e técnicas serão tratadas exclusivamente no processo, com base em laudos e provas.

No entanto, a defesa sustenta que a paciente não apresentava comorbidades ou contraindicações para o procedimento e que todos os exames necessários foram realizados previamente, sem apontar impedimentos. Segundo o posicionamento, todas as etapas teriam sido planejadas e executadas "seguindo os mais rigorosos padrões de segurança e qualidade".

O médico não comentará o caso publicamente, de acordo com a defesa, em respeito à família, ao sigilo médico e ao andamento do processo. A equipe também afirmou lamentar a morte da paciente e se solidarizar com os familiares, reiterando que pretende comprovar, na Justiça, que o profissional atuou dentro das normas técnicas e éticas da profissão.

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Leia a nota na íntegra:
"Eu, Lymark Kamaroff, advogado, regularmente inscrito na OAB/RJ sob o nº 109.192, venho, por este intermédio, na qualidade de patrono da Dr. Marcelo Alves Vasconcelos, regularmente inscrito no CRM-PE sob o nº 38818, venho informar que o Dr. Marcelo Vasconcelos sempre esteve, e continuará estando, à disposição da Justiça por meio de seus advogados.

A defesa vai contestar essa decisão somente pelos caminhos previstos em lei, usando os recursos e pedidos que o processo permite, no tempo certo.

O caso da paciente Adriana Barros Lima Laurentino corre em segredo de Justiça. Por isso, todas as questões médicas e técnicas serão tratadas apenas dentro do processo, com base em laudos e demais provas.

É necessário ressaltar ainda, que a paciente não tinha qualquer comorbidade ou contraindicação para o procedimento e que todos os exames foram realizados e não apontavam qualquer empecilho ou contraindicação para o procedimento, bem como todas as etapas necessárias foram cuidadosamente planejadas e executadas, seguindo os mais rigorosos padrões de segurança e qualidade.

Por respeito à família da paciente, ao sigilo médico e ao próprio processo, o Dr. Marcelo não vai comentar detalhes pela imprensa. Ele confia que as autoridades vão esclarecer os fatos da forma correta.

Nossa equipe e o Dr. Marcelo lamentam profundamente a morte da paciente e se solidarizam com toda a família. Ao mesmo tempo, reafirmamos nosso compromisso de provar, dentro do processo, que o médico Marcelo Vasconcelos sempre trabalhou pautado pela técnica, pela ética e pelo cumprimento das regras da profissão".

 

Fonte: CNN

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