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A conhecida "novelinha das frutas", vídeos curt

Por Equipe Editorial CifraNET · · 2 min de leitura
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A conhecida "novelinha das frutas", vídeos curt

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A conhecida "novelinha das frutas", vídeos curtos e virais nas redes sociais criados por inteligência artificial, foram denunciados pelo MDHC (Ministério dos Direitos Humanos), por meio do SNDCA (Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), no mês de abril.

Em comunicado oficial do MDHC, esses vídeos vão contra os artigos do ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente), que estabelece a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais.

Segundo as instituições, esses conteúdos têm elementos de adultização, sexualização, conflitos abusivos e violência simbólica.

Ambas as instituições e o Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), afirmam que tal conteúdo produz um efeito preocupante, visto que as crianças e adolescentes estão em fase de desenvolvimento socioemocional.

ECA Digital: nova lei impõe regras em redes sociais e plataformas | BASTIDORES CNN

Comportamento violento
Segundo a pasta, os jovens ainda não estão totalmente aptas à ver esses conteúdos com responsabilidade.

O diretor de Proteção da Criança e do Adolescente da SNDCA, Fábio Meirelles, aponta que, pensando no desenvolvimento dos jovens, as "novelinhas" podem levar a uma naturalização de relações tóxicas, dificuldade de entender limites, respeito e consentimento.

Para o ministério também pode haver uma banalização de comportamentos agressivos quando se vê ele repassado repetidas vezes em vários vídeos.

"Eles são frequentemente impulsionados por algoritmos de recomendação, ampliando a exposição. Isso agrava os riscos e evidencia que não se trata apenas de um problema de conteúdo, mas também da forma como ele é disseminado", comunica o diretor.

É recomendado pelo Conada e a SNDCA que, portanto, as contas dos menores de 16 anos sejam vinculadas aos perfis de seus responsáveis.

"Outro ponto importante é a proibição de recursos que induzam ao uso excessivo, que também não adotem prática de perfilamento de crianças e adolescentes para direcionamento de conteúdo e publicidade", concluí Fábio.

*Sob supervisão de Thiago Félix

 

Fonte: CNN

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