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A Canção de 1969 Que Robert Plant e Roger Waters Consideram a Mais Poética Já Escrita

Por Equipe Editorial CifraNET · 24/06/2026
A Canção de 1969 Que Robert Plant e Roger Waters Consideram a Mais Poética Já Escrita
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O que define a verdadeira poesia? Para William Wordsworth, é o "transbordamento espontâneo de sentimentos poderosos". Allen Ginsberg, por sua vez, acreditava que a poesia era "o único lugar onde as pessoas podem expressar sua mente humana original". Já para Robert Plant, vocalista do Led Zeppelin, e Roger Waters, baixista e principal compositor do Pink Floyd, a resposta é clara: Leonard Cohen. No final dos anos 1960, Leonard Cohen já se destacava como um poeta e músico singular, adotando o estilo beatnik antes mesmo de se tornar moda. Ele se mudou para a ilha grega de Hydra, um local rústico e tranquilo, ainda sem eletricidade ou linhas telefônicas, que simbolizava para Cohen um refúgio onde o desejo humano por progresso e liberdade ainda não havia deixado sua marca. Foi nesse cenário que ele compôs "Bird on the Wire", uma canção que revela a luta interna de um homem entre as imperfeições humanas e a busca pela libertação - seja da alma, da sociedade ou de si mesmo. Embora a energia explosiva do Led Zeppelin, liderada por Plant, pareça distante da delicadeza introspectiva de Cohen, a poesia transcende estilos e gêneros musicais. Plant recorda o impacto que "Bird on the Wire" teve em sua vida: "Eu estava ouvindo Leonard Cohen e pensei: 'Caramba, essas letras!' Como eu poderia chegar perto disso? Não tem nada a ver com espremer limões, sabe o que quero dizer?", comentou, ressaltando a profundidade e originalidade da obra. Roger Waters compartilha dessa admiração. Conhecido por sua contribuição ao rock psicodélico e contracultural do Pink Floyd, especialmente em álbuns icônicos como *The Dark Side of the Moon*, *Wish You Were Here*, *Animals* e *The Wall*, Waters reconhece a influência da poesia de Cohen em sua própria música. Ele declarou que Leonard Cohen e Bob Dylan abriram a porta para que a poesia e as letras de música se entrelaçassem de forma legítima. Sobre "Bird on the Wire", Waters afirmou: "Essa música é tão simples, tão comovente, tão brilhante. Eu a amo." O que une Plant e Waters a essa canção é a forma como ela expõe a alma humana em um cenário universalmente reconhecível: o verão, a liberdade, o alívio das responsabilidades, o momento em que o mundo desacelera e nós desaceleramos com ele. Para esses astros do rock, cujas vidas são marcadas por turnês intensas e multidões vibrantes, encontrar esse tempo para desacelerar era quase impossível. Cohen, com sua música, os transporta para esse lugar de introspecção e sentimento profundo. Além disso, "Bird on the Wire" carrega em si uma reflexão sobre o fim de uma era - o declínio dos anos 1960. Cohen chegou a dizer que "tudo estava terminando. Os anos 60 estavam chegando ao fim. Talvez seja isso que eu quis dizer." Para Plant e Waters, essa canção simbolizava o fim de um ciclo e o início de um novo capítulo na música e na cultura, marcando a transição para os anos 1970, quando ambos alcançaram o auge de suas carreiras. Essa obra-prima poética, portanto, não é apenas uma música para Robert Plant e Roger Waters; é um marco que representa a profundidade da expressão artística, a conexão entre poesia e canção, e a passagem de uma geração para outra. "Bird on the Wire" permanece como um legado atemporal, reverenciado por dois dos maiores ícones do rock, que encontraram nela uma fonte inesgotável de inspiração e emoção.
Robert Plant e Roger Waters
Crédito: Far Out / Raph_PH / Tim Bugbee
Leonard Cohen em 1988
Crédito: Roland Godefroy
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