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Após bater US$ 100, petróleo diminui ganhos com extensão de cessar-fogo

Os preços do petróleo reduziram seus ganhos no final desta terça-feira (21), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que estendeu novamente o prazo do cessar-fogo com o Irã. A cotação da commodity ch...

Publicado em 21/04/2026 5 min de leitura
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Os preços do petróleo reduziram seus ganhos no final desta terça-feira (21), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que estendeu novamente o prazo do cessar-fogo com o Irã.

A cotação da commodity chegou a bater os US$ 100 ao longo do dia, com a escalada de tensão na guerra do Oriente Médio, à medida que se aproximava o prazo final da noite de quarta-feira (22). Mais cedo, o presidente norte-americano disse que continuaria bombardeando o Irã caso os países não cheguem a um acordo.

Os futuros do Brent - referência internacional negociada na ICE (International Commodities Exchange) - fecharam o dia com ganho de US$ 3, ou 3,1%, encerrando o pregão a US$ 98,48 por barril, enquanto o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência dos EUA, subiu US$ 2,52, ou 2,8%, encerrando a US$ 92,13.

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Nas negociações pós-mercado, logo após o anúncio de Trump, pouco depois das 17h, o contrato mais líquido do petróleo Brent recuou de US$ 100,97 a US$ 97,89. Contudo, os negócios seguiam voláteis, com os preços registrando alta de até 4%, em torno de US$ 99, às 17h30.

"No entanto, as negociações ainda não andaram. Então, a gente pode voltar a qualquer momento para esse conflito. Então, as coisas estão ainda bastante incertas, o mercado vem reagindo a qualquer notícia, mas atualmente o petróleo está negociando ali por volta dos US$ 95 o barril, o que é bastante elevado", avalia João Abdouni, analista da Levante Inside Corp.

Ainda assim, Abdouni ressalta que, após a extensão do cessar-fogo por Trumo, a tendência deve ser baixista para o preço do petróleo.

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Já o WTI para maio recuou de US$ 94,45 no pior momento do dia a US$ 91,80 nas negociações após o fechamento.

"O aumento do preço do petróleo nesses dois últimos dias deve-se ao final do prazo de cessar-fogo", indica Roberto Dumas, professor do Insper e estrategista-chefe da GCB.

Ao considerar a conjuntura da guerra, as análises sobre o cenário passam a ser de curtíssimo prazo, segundo Cesar Queiroz, especialista de mercado e CEO da Queiroz Investimentos e Participações, que enfatiza a volatilidade e fragilidade das negociações e acordos.

"Conflitos bélicos mudam expectativas diariamente, elevam a volatilidade e tornam o mercado muito mais sensível a notícias e rumores. Foi exatamente isso que vimos com a recente alta do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio", pontua Queiroz.

"O foco imediato recai sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo. Mas o impacto não se limita a esse ponto. Outros corredores logísticos relevantes, como o Canal de Suez e a região de Bab-el-Mandeb, também entram no radar dos investidores. Quando há risco nessas rotas, toda a cadeia global sente: energia, transporte, frete, indústria e comércio exterior", explica.

Escalada de tensão no Oriente Médio e perspectivas sobre negociação
O Irã anunciou na sexta-feira (17) que reabriria o Estreito de Ormuz durante o período de cessar-fogo, em meio às negociações entre o país e os Estados Unidos.

No final de semana, porém, as forças armadas do país persa disseram que restrições à passagem de navios iranianos pela via marítima estavam sendo impostas novamente pelos EUA, alegando "repetidas violações de confiança" por Washington no cessar-fogo. Desse modo, o Irã voltou a bloquear a passagem pelo estreito.

Um vídeo divulgado pelo Centcom (Comando Central dos EUA) mostra o momento em que a Marinha dos Estados Unidos realiza diversos disparos contra o navio cargueiro de bandeira do Irã chamado Touska, que tentou furar o bloqueio naval norte-americano no domingo (19).

O chanceler do Irã, Abbas Araqchi, disse ao seu homólogo paquistanês Ishaq Dar que as "contínuas violações do cessar-fogo" por parte dos EUA são um grande obstáculo para a continuidade do processo diplomático, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Irã de segunda-feira (20).

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Em um comunicado publicado nesta terça, o Ministério condenou a apreensão do navio e exigiu a "libertação imediata da embarcação iraniana, de seus marinheiros, da tripulação e de suas famílias".

Em outra incursão, forças norte-americanas abordaram um petroleiro sancionado na região do Indo-Pacífico, como parte de seus esforços para barrar embarcações que fornecem apoio ao Irã, informou o Pentágono em uma publicação no Facebook mais cedo.

Por sua vez, Trump afirmou em uma publicação na Truth Social nesta terça que o Irã violou o acordo de cessar-fogo "diversas vezes".

Com a escalada de tensão, o Irã disse que "não há planos para segunda rodada de negociações" com os EUA.

Porém, em publicação na rede social Truth Social, Trump disse que o prazo do cessar-fogo seria estendido "até que uma proposta seja apresentada e as discussões sejam concluídas". O presidente dos EUA anunciou que a extensão foi um pedido do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e do Marechal Asim Munir.

Com informações de Lucas Teixeira, da CNN Brasil; e da Reuters

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Fonte: CNN

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