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A uma semana de sabatina, Messias faz ofensiva para tentar selar aprovação

O advogado-geral da União, Jorge Messias, retoma nesta quarta-feira (22) o périplo pelo Senado em um gesto estratégico de aproximação com os senadores. Embora sua equipe avalie que já existam votos suficientes para a apr...

Publicado em 21/04/2026 4 min de leitura
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A uma semana de sabatina, Messias faz ofensiva para tentar selar aprovação
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O advogado-geral da União, Jorge Messias, retoma nesta quarta-feira (22) o périplo pelo Senado em um gesto estratégico de aproximação com os senadores. Embora sua equipe avalie que já existam votos suficientes para a aprovação, o movimento busca "carimbar" apoios e evitar surpresas. O retrospecto histórico joga a favor do indicado do Planalto. Segundo levantamento da CNN Brasil, o Senado não rejeita um nome desde 1894.

Nas últimas 4 décadas esse cenário é ainda mais favorável. Desde a redemocratização, em 1988, o ministro que menos recebeu votos no plenário do Senado foi Francisco Rezek, em 1992. Na ocasião, o magistrado teve o apoio de 45 congressistas.

Além disso, em toda a história do Brasil, apenas cinco indicados foram reprovados, todos em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto (1891-1894).

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Para ser aprovado, Messias precisa do aval da maioria absoluta do Senado, ou seja, 41 votos. O clima no governo é de maior otimismo depois de um período de tensão com o Legislativo.

Como mostrou a CNN, aliados de Messias calculam aprovação por margem entre 48 e 52 votos. A oposição, porém, vê um cenário menos favorável para o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo, prevendo que Messias não conseguirá 35 votos favoráveis.

Atrás de Francisco Rezek aparecem três ministros com 47 votos: Celso de Mello (1989), André Mendonça (2021) e Flávio Dino (2023). O primeiro, no entanto, contou com muitas abstenções.

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Já Mendonça e Dino tiveram uma grande quantidade de votos contrários, liderando o ranking nesse quesito. Ao todo, os dois receberam 32 e 31 votos contrários, respectivamente. O terceiro que mais recebeu votos contrários foi Edson Fachin, em 2015. Na ocasião, 27 senadores foram contra a indicação do atual presidente do STF.

Já o ministro que teve mais votos favoráveis foi Luiz Fux, em 2011. Indicado por Dilma Rousseff (PT) logo no começo do seu primeiro mandato, o ministro recebeu 68 votos e acabou sendo o mais votado mesmo depois de esperar mais de seis meses pela sabatina no plenário.

Depois de Fux, aparecem Ellen Gracie, com 67 votos, em 2000, e Joaquim Barbosa, com 66 votos, em 2003. A ministra foi indicada por Fernando Henrique Cardoso enquanto Barbosa foi a terceira indicação de Lula enquanto chefe do Executivo federal.

Confira abaixo o detalhamento dos votos (favoráveis, contrários e abstenções) para cada ministro indicado ao STF desde a redemocratização.

- Sepúlveda Pertence (1989): 50 a favor X 1 contra - 1 abstenção
- Celso de Mello (1989): 47 votos a favor X 3 contra - 1 abstenção
- Carlos Velloso (1990): 49 votos a favor X 1 contra - 3 abstenções
- Marco Aurélio (1990): 50 votos a favor X 3 contra - 1 abstenção
- Ilmar Galvão (1991): 47 votos a favor - nenhuma abstenção e nenhum voto contra
- Francisco Rezek (1992): 45 votos a favor X 16 contra - 1 abstenção
- Maurício Corrêa (1993): 48 votos a favor X 3 votos contra
- Nelson Jobim (1997): 60 votos a favor X 3 contra - 1 abstenção
- Ellen Gracie (2000): 67 votos a favor - 2 abstenções
- Gilmar Mendes (2002): 58 votos a favor X 15 contra
- Cezar Peluso (2003): 57 votos a favor X 3 contra - 1 abstenção
- Ayres Britto (2003): 65 votos a favor X 3 contra - 2 abstenções
- Joaquim Barbosa (2003): 66 votos a favor X 3 contra e 1 abstenção
- Eros Grau (2004): 57 votos a favor X 5 contra - 3 abstenções
- Ricardo Lewandowski (2006): 63 votos a favor X 4 votos contra
- Cármen Lúcia (2006): 55 votos a favor X 1 contra
- Menezes Direito (2007): 61 votos a favor X 2 contra - 1 abstenção
- Dias Toffoli (2009): 58 votos a favor X 9 contra - 3 abstenções
- Luiz Fux (2011): 68 votos a favor X 2 contra
- Rosa Weber (2011): 57 votos a favor X 14 contra - 1 abstenção
- Teori Zavascki (2012): 57 votos a favor X 4 contra
- Luís Roberto Barroso (2013): 59 votos a favor X 6 contra
- Edson Fachin (2015): 52 votos a favor X 27 contra
- Alexandre de Moraes (2017): 55 votos a favor X 13 contra
- Nunes Marques (2020): 57 votos a favor X 10 contra - 1 abstenção
- André Mendonça (2021): 47 votos a favor X 32 contra
- Cristiano Zanin (2023): 58 votos a favor X 18 contra
- Flávio Dino (2023): 47 votos a favor X 31 contra - 2 abstenções

Messias deve passar em mais alguns gabinetes de senadores nos próximos dias para consolidar a votação. Mesmo sabendo que muitos representantes da oposição já tem posição fechada sobre a sua indicação, a ideia é fazer um gesto de cordialidade e conversar com congressistas que ainda não foram recebidos pelo candidato.

Com sabatina próxima, Jorge Messias intensifica busca de apoio da oposição | CNN NOVO DIA

 

Fonte: CNN

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