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Polícia detalha minuto a minuto do ataque que matou oito crianças nos EUA

Um homem de 31 anos matou a tiros seus sete filhos pequenos e um primo, além de ferir gravemente sua esposa e outra mulher na manhã deste domingo (19), no noroeste da Louisiana, nos EUA, disseram as autoridades. O evento...

Publicado em 21/04/2026 9 min de leitura
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Polícia detalha minuto a minuto do ataque que matou oito crianças nos EUA
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Um homem de 31 anos matou a tiros seus sete filhos pequenos e um primo, além de ferir gravemente sua esposa e outra mulher na manhã deste domingo (19), no noroeste da Louisiana, nos EUA, disseram as autoridades.

O evento foi considerado o massacre mais letal nos Estados Unidos em mais de dois anos.

"Esta é uma situação trágica, talvez a pior que já tivemos em Shreveport", disse o prefeito Tom Arceneaux em uma coletiva de imprensa.

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Líderes locais se reuniram nesta segunda-feira (20) e lamentaram os assassinatos que abalaram a comunidade.

Veja o que se sabe
Shamar Elkins atirou em sua esposa, em outra mulher e em oito crianças em duas casas diferentes na região, segundo a polícia.

Pouco antes das 6h, a polícia de Shreveport recebeu uma ligação de alguém no telhado de uma casa na Rua 79 Oeste, informando que um suspeito dentro da residência havia acabado de atirar em alguém, disse o chefe de polícia de Shreveport, Wayne Smith, em uma coletiva de imprensa na segunda-feira.

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Poucos minutos depois, outra ligação informou à polícia que o suspeito era um membro da família da pessoa que ligou, e a central de atendimento foi informada de que nove pessoas moravam na casa, disse Smith.

"A pessoa que ligou afirmou ainda que o suspeito, identificado como Shamar Elkins, havia atirado em todos dentro da casa às 6h. Um minuto depois, ela informou que ela e seus filhos haviam fugido do telhado e estavam no quintal; às 6h01, os policiais chegaram ao local", disse Smith.

Minutos depois, a polícia recebeu uma ligação sobre outro ataque na Rua Harrison. Uma mulher disse que seu namorado havia atirado nela, levado seus três filhos e fugido do local, disse Smith.

A pessoa que ligou identificou o suspeito como Elkins e, às 6h10, as autoridades perceberam que os ataques estavam relacionados, disse o chefe de polícia.

Por volta das 6h15, Elkins, armado, roubou um carro - que a polícia acreditava, naquele momento, que poderia ter crianças dentro - e iniciou uma perseguição policial até a Paróquia de Bossier, informou a polícia. Elkins estava usando um rifle durante o ocorrido, disse o cabo Chris Bordelon, da Polícia de Shreveport.

Às 6h29, os policiais atiraram em Elkins, que foi declarado morto no local às 7h03, disse Smith.

A vítima mais jovem, Jayla Elkins, tinha apenas 3 anos, disseram as autoridades.

As outras crianças mortas são Shayla Elkins, 5; Kayla Pugh, 6; Layla Pugh, 7; Markaydon Pugh, 10; Sariahh Snow, 11; Khedarrion Snow, 6; e Braylon Snow, 5, de acordo com o Gabinete do Médico Legista da Paróquia de Caddo.

A esposa de Elkins sofreu ferimentos muito graves, disse Bordelon à afiliada da CNN, KSLA. A outra mulher sofreu ferimentos que ameaçam sua vida, acrescentou ele; seu nome ainda não foi divulgado.

Enquanto o tiroteio acontecia, algumas crianças tentaram escapar pela porta dos fundos, disse a deputada estadual Tammy Phelps durante uma coletiva de imprensa com outras autoridades municipais.

Na segunda-feira, era possível ver marcas de balas na porta dos fundos de uma das casas.

Um menino de 13 anos que pulou do telhado do prédio sofreu "algumas fraturas", mas deve se recuperar, segundo Bordelon.

"Estamos muito gratos por ele ter conseguido escapar", disse Bordelon.

As autoridades afirmam que continuam investigando o ataque, que envolveu vários locais e jurisdições diferentes, o que aumenta o desafio para os investigadores.

Ataque de atirador mata ao menos oito crianças nos EUA | AGORA CNN

Casamento conturbado
Elkins se casou com sua esposa, Shaneiqua Pugh, de 34 anos, há cerca de dois anos, segundo registros públicos.

Pugh havia entrado com um pedido de divórcio por infidelidade, disse Troy Brown, marido de uma das mulheres baleadas e pai de uma das crianças mortas.

Elkins havia estado recentemente no hospital de veteranos local para tratar problemas de saúde mental, contou Crystal Brown, prima de Brown e Pugh, à CNN.

"Para ele, tudo estava desmoronando, e eu conversava constantemente com meu cunhado. 'Vamos sentar lá fora. Vamos jogar dominó. Vamos jogar cartas. Vamos dar uma caminhada'", disse Brown. Depois que Brown o incentivou a buscar ajuda, Elkins ficou internado no hospital por cerca de uma semana e meia.

"Era algo pessoal. Não tinha nada a ver com a minha família", disse Brown. "Ele voltou para casa. Estava feliz. Amava os filhos", acrescentou.

Quando Pugh e Elkins começaram o processo de divórcio, Brown disse que Elkins estava passando por um momento difícil. Brown perguntou se ele precisava voltar para o hospital, mas Elkins teria respondido: "Não, estou bem. Vou lidar com isso sozinho".

"Eu gostaria que ele tivesse buscado ajuda", disse Brown.

Elkins e Pugh deveriam ir ao tribunal nesta segunda-feira para assinar os documentos, disse Crystal Brown.

Troy Brown estava em lágrimas na segunda-feira enquanto falava sobre seu filho, que morreu no ataque.

"Nunca mais vou poder jogar futebol americano com ele", disse.

Sua esposa sofreu fraturas ao cair do telhado, disse Brown. Ela já passou pela cirurgia e está bem, acrescentou.

O tiroteio chocou Brown porque, quando ele saiu para o trabalho às 21h de sábado, Elkins "estava calmo", disse ele.

Freddie Montgomery, que mora do outro lado da rua da casa da família, disse à CNN que viu Elkins sentado em sua varanda no sábado, enquanto as crianças brincavam no quintal, cerca de 12 horas antes do ataque.

Montgomery acenou e Elkins acenou de volta, contou ele.

"Que tipo de pai faria isso com os filhos?", perguntou Montgomery.

Pugh havia contado recentemente ao tio, Lionel Pugh, que planejava se divorciar de Elkins, disse ele à CNN. Ele ficou surpreso porque "tudo parecia bem", afirmou.

Lionel Pugh estava se preparando para ir trabalhar quando recebeu uma ligação sobre o ataque.

"Foi devastador... Cheguei aqui e tudo o que vi foi fita amarela, uma cena de crime", disse de ele, acrescentando: "Eram apenas crianças doces e normais".

Elkins publicou uma foto sua com os filhos em sua página do Facebook em 5 de abril, dizendo que havia participado de um culto de Páscoa pela primeira vez com todos eles.

Quatro dias depois, ele republicou uma oração de outra página do Facebook que começava assim: "Querido Deus, hoje peço que me ajude a proteger minha mente e minhas emoções".

A oração também pede força para "rejeitar" a depressão, a raiva, a ansiedade e o pânico.

Elkins serviu na Guarda Nacional do Exército da Louisiana como especialista em sistemas de suporte de sinal e especialista em apoio de fogo, disse um porta-voz do Exército à CNN. Ele nunca foi mobilizado e deixou o Exército em 2020 como soldado raso.

Ele tinha pelo menos duas condenações criminais anteriores no Tribunal Distrital de Caddo, segundo registros. Ele foi preso em março de 2019 sob a acusação de porte ilegal de armas, porte de arma de fogo em propriedade escolar e direção sob efeito de álcool em 2016.

No incidente de 2019, um policial escreveu em um relatório de prisão que Elkins sacou uma pistola de 9 milímetros da calça e atirou cinco vezes contra um veículo depois que o motorista apontou uma arma para ele e "fugiu".

O ataque ocorreu perto do pátio de uma escola onde crianças brincavam, escreveu o policial, de acordo com os documentos do tribunal.

"Resultado de um surto"
Na manhã de segunda-feira, um memorial repleto de flores, balões e bichos de pelúcia podia ser visto em frente à casa da família, onde membros da comunidade chegavam e saíam ao longo do dia. Alguns oravam. Outros choravam.

Uma auxiliar de ônibus escolar local, que mora do outro lado da cidade, passou pela casa na manhã de segunda-feira com flores e balões para oferecer suas condolências.

"Só queríamos vir e fazer alguma coisa. Pode não ser muita coisa, mas é alguma coisa", disse ela à CNN.

A vereadora Tabatha Taylor caiu em lágrimas no domingo e pediu às pessoas que fizessem melhor uso dos recursos disponíveis para lidar com os desafios de saúde mental.

"Isso não é uma piada! Isso é real, e este é o resultado de um surto", disse Taylor.

Investigadores irão determinar se este foi um caso de aniquilação familiar - uma tentativa deliberada de exterminar toda a família de uma só vez -, disse Andrew McCabe, ex-diretor adjunto do FBI e analista sênior de segurança pública da CNN.

"Acho que o trabalho a ser feito agora é voltar atrás e tentar identificar os sinais que estavam presentes nos familiares, provavelmente no cônjuge, nos amigos e em outras pessoas", disse McCabe,

"[...] e trabalhar com a comunidade para entender melhor quais medidas tomar quando alguém próximo está entrando nesse tipo de depressão", acrescentou.

O ataque é o mais mortal nos EUA desde janeiro de 2014, quando um homem de 23 anos atirou em oito pessoas, a maioria parentes, em um subúrbio de Chicago.

Houve pelo menos 114 ataques a tiros em massa nos EUA este ano, de acordo com o Gun Violence Archive, que, assim como a CNN, define um ataque a tiros em massa como aquele em que quatro ou mais pessoas são baleadas, sem incluir o atirador.

O prefeito de Shreveport descreveu a cena na cidade de pouco mais de 180 mil habitantes como "horrível" e disse à CNN que o ataque "abalou a cidade inteira".

"Nossa comunidade está de luto pela perda inimaginável de crianças inocentes. Não há palavras que possam dar sentido a isso, e nenhuma distância que nos proteja dessa dor", disse Arceneaux em um comunicado, pedindo à comunidade que se una para se apoiar mutuamente.

"Não podemos ignorar as questões mais profundas: violência doméstica, traumas não tratados e o silêncio que permite que ambos se agravem", escreveu ele.

As mortes das oito crianças representam mais que o dobro do número de homicídios em Shreveport e na Paróquia de Caddo neste ano, de acordo com o Instituto Médico Legal.

"Diversas agências policiais estão investigando o que levou à tragédia", afirmou a Procuradora-Geral da Louisiana, Liz Murrill.

"Ainda não sabemos todos os detalhes, mas estou profundamente triste com a perda de vidas sem sentido. Estou orando pelas vítimas e seus familiares diante dessa violência devastadora", escreveu Murrill em um comunicado.

O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Mike Johnson, que representa a região de Shreveport no Congresso, classificou os assassinatos como "de partir o coração".

"Estamos com as vítimas, suas famílias e entes queridos, e com nossa comunidade de Shreveport em nossos pensamentos e orações durante este momento incrivelmente difícil", disse Johnson.

Em uma vigília realizada no domingo à noite em Shreveport, membros da comunidade reuniram-se para acender velas e depositar flores e bichos de pelúcia em homenagem às crianças mortas.

(Com informações de Chris Boyette, Alaa Elassar, Leah Asmelash, Amanda Jackson, Sharif Paget, Andy Rose e Sneha Dhandapani, da CNN)

 

Fonte: CNN

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