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Polícia encerra buscas em prédio que pegou fogo em Hong Kong
Cinco meses depois do incêndio que matou 168 pessoas e devastou um conjunto habitacional em Hong Kong, moradores desalojados começaram a voltar aos apartamentos nesta segunda-feira (20) pela primeira vez desde a tragédia.
O retorno, porém, tem sido marcado por dor, medo e incerteza. Em muitos casos, o que restou foram estruturas queimadas, pisos cobertos de entulho e lembranças perdidas.
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O incêndio atingiu sete dos oito prédios do complexo residencial no distrito suburbano de Tai Po, onde viviam cerca de 4,6 mil pessoas antes do desastre. Desde então, os sobreviventes estão espalhados pela cidade, muitos em moradias temporárias, enquanto aguardam uma solução definitiva e o avanço da investigação sobre as causas do fogo.
Entre os moradores que voltaram nesta segunda está Keung Mak, de 78 anos. Antes mesmo de subir novamente ao apartamento onde viveu por mais de 40 anos com a mulher e criou os filhos, ele já sabia que encontraria pouco.
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Um morador do Wang Fuk Court recupera seus pertences cinco meses após o incêndio mortal em Hong Kong, na segunda-feira, 20 de abril de 2026.
Foto AP/Chan Long Hei
Uma foto enviada por uma assistente social havia antecipado a devastação: teto queimado a ponto de expor vergalhões de aço, piso tomado por azulejos quebrados e partes da estrutura precisando de reforço para não ceder.
"Meu coração está pesado", disse Mak à Associated Press antes da visita.
Idosos se preparam para subir escadas em prédios sem elevador
O retorno tem sido especialmente duro para os moradores mais velhos. Mais de um terço dos residentes do complexo antes do incêndio era formado por idosos, e mais de 1,4 mil pessoas com 65 anos ou mais se registraram para voltar ao local, segundo autoridades locais. Como os elevadores continuam fora de serviço, alguns passaram a se preparar fisicamente para subir as escadas dos edifícios de 31 andares.
Funcionários do governo ajudam moradores do Wang Fuk Court a recuperar seus pertences ao retornarem ao seu apartamento cinco meses após um incêndio mortal em Hong Kong, na segunda-feira, 20 de abril de 2026.
AP/Chan Long Hei
Ao longo das próximas semanas, os ex-moradores terão acesso limitado aos apartamentos. Em geral, poderão permanecer por até três horas no imóvel, com entrada permitida para até quatro pessoas. Nas unidades mais comprometidas, apenas uma pessoa poderá entrar, por questões de segurança.
No caso de Mak, só ele e o filho poderão acessar o apartamento. A mulher dele, Kit Chan, de 74 anos, gostaria de entrar também. O casal lamenta sobretudo a perda de objetos sem valor financeiro, mas carregados de memória: fotos do casamento de 50 anos atrás, cartas antigas do filho e uma vara de pescar dada de presente. Para ela, quase nada escapou.
Moradores do Wang Fuk Court retornam aos seus apartamentos e recuperam seus pertences cinco meses após um incêndio mortal em Hong Kong, na segunda-feira, 20 de abril de 2026.
AP/Chan Long Hei
Trauma e dúvidas sobre o futuro
Para muitos ex-residentes, a volta ao complexo também reabre feridas emocionais. Cyrus Ng, de 39 anos, morou por mais de dez anos no local com os pais. Ele afirma que, logo após o incêndio, mal conseguia dormir, tomado por raiva, tristeza e preocupação com a família. Agora, diz estar mais estável, mas ainda sem conseguir aceitar plenamente o que aconteceu.
Ng quer aproveitar a visita para recuperar documentos, fotos, roupas e outros objetos de valor. Também pretende registrar o estado do apartamento com imagens, na tentativa de demonstrar que parte das unidades não foi atingida diretamente pelo fogo - argumento usado por moradores que contestam a posição do governo de demolir os sete prédios afetados.
Um advogado que representa uma comissão independente responsável por apurar as causas do incêndio afirmou que quase todos os equipamentos de segurança contra fogo falharam no dia da tragédia por erro humano. A investigação ainda está em andamento.
Além do trauma, há temor de furtos. Em março, a polícia prendeu três homens sob suspeita de roubo no local, que permaneceu vazio durante meses.
26 de novembro - Wong, de 71 anos, reage após dizer que sua esposa ficou presa dentro do edifício Wang Fuk Court durante um grande incêndio em Tai Po, em Hong Kong, na China
Tyrone Siu/Reuters
Governo quer demolir prédios, mas proposta divide moradores
O governo de Hong Kong já indicou que considera difícil e pouco viável reformar os sete edifícios destruídos. A proposta é demolir os blocos e recomprar os direitos de moradia dos proprietários afetados, oferecendo apartamentos em outros locais. A posição foi baseada em uma pesquisa com moradores, mas nem todos concordam com o plano.
Dados da investigação mostram que apenas metade dos cerca de 1,7 mil apartamentos desses sete prédios sofreu danos, em graus variados. Com base nisso, alguns moradores defendem que parte das unidades poderia ser recuperada, permitindo o retorno de ao menos alguns residentes.
Há ainda quem viva no único prédio do complexo que escapou do incêndio, mas não consiga imaginar uma volta à rotina. Stephanie Leung, moradora desse bloco, diz que a simples ideia de olhar da janela para os prédios onde amigos e ex-colegas morreram já provoca sofrimento. Ela quer que seu edifício também seja incluído no plano de reassentamento, embora defenda que quem desejar permanecer possa ficar.
"Quando volto lá, dá vontade de chorar", afirmou.
Se você quiser, eu também posso adaptar essa versão para um texto mais "g1 hard news", com lide mais seco e menos carga narrativa.
Fonte: G1
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