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Irã fará cerimônia para familiares do líder supremo mortos em ataques

O Irã está se preparando para realizar uma cerimônia em memória da esposa e dos familiares do líder supremo Mojtaba Khamenei, mortos em ataques aéreos no início da guerra, segundo a mídia estatal. A cerimônia deverá ocor...

Publicado em 27/05/2026 3 min de leitura
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O Irã está se preparando para realizar uma cerimônia em memória da esposa e dos familiares do líder supremo Mojtaba Khamenei, mortos em ataques aéreos no início da guerra, segundo a mídia estatal.


A cerimônia deverá ocorrer entre quinta (28) e sexta-feira (29) no Santuário Shah Abdol-Azim Hasani, em Teerã, informou a Nour News.


A esposa de Mojtaba Khamenei, Zahra Haddad Adel, assim como a irmã dele, cunhado e sobrinha, foram mortos nos mesmos ataques de fevereiro que alvejaram e mataram seu pai, o então líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e várias outras figuras importantes do regime.

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Ali Khamenei governou o Irã com mão de ferro por quase quatro décadas. Seu filho foi escolhido para sucedê-lo, mas Mojtaba Khamenei não é visto em público desde o início da guerra, optando por divulgar apenas mensagens escritas.


O novo líder supremo foi ferido nos ataques aéreos de 28 de fevereiro à residência de seu pai em Teerã, e seu isolamento gerou especulações sobre a gravidade de seus ferimentos.


Esta semana, o Ministério da Saúde do Irã afirmou que Mojtaba Khamenei sofreu apenas "ferimentos superficiais" no rosto, cabeça e pernas, contestando relatos da mídia ocidental de que um de seus membros teria sido amputado.

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Desde o início da guerra, autoridades iranianas insistem que Khamenei tem uma boa saúde e supervisiona as negociações com os Estados Unidos para o fim do conflito, culpando os inimigos do Irã por espalharem rumores sobre seu estado de saúde.


Relembre como começou a guerra no Irã
No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou um ataque "de grande escala" ao Irã, afirmando que o principal objetivo do país era "defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano".


Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerão - um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as negociações mais recentes para pôr fim aos combates.


Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã - que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei - causaram milhares de mortes em todo o país e danos a dezenas de museus, edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e autoridades iranianas.


Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.


Semanas antes do início da guerra, o governo Trump realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um conflito eclodisse.


Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas negociações não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o Irã na época de rejeitar "todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares".


O início da guerra em fevereiro também ocorreu após protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.


Quem é Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã


 


Fonte: CNN

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