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Entenda greve na USP que une alunos e professores em busca de reajuste

A greve estudantil na USP (Universidade de São Paulo) já dura mais de um mês e, na tarde de segunda-feira (25), foi a vez dos professores se juntarem aos alunos. A Adusp (Associação dos Docentes da USP) decidiu pelo iníc...

Publicado em 27/05/2026 4 min de leitura
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Entenda greve na USP que une alunos e professores em busca de reajuste
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A greve estudantil na USP (Universidade de São Paulo) já dura mais de um mês e, na tarde de segunda-feira (25), foi a vez dos professores se juntarem aos alunos.


A Adusp (Associação dos Docentes da USP) decidiu pelo início imediato da paralisação. Uma nova assembleia foi convocada para a próxima segunda (1º).


A reinvindicação dos docentes é pelo reajuste salarial pelo IPCA de mais de 3%, medida proposta pelo Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), aumento no valor do PAPFE (Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil), reorganização do semestre acadêmico e a não punição dos estudantes envolvidos nas manifestações.

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Eles também pedem apuração das responsabilidades durante a ação da PM na desocupação da reitoria da universidade no início do mês, que está sob o comando de Aluísio Segurado. As forças de segurança usaram bombas e gás lacrimogêneo para retirar estudantes do local.


O DCE (Diretório Central dos Estudantes), que lidera a paralisação, diz que a reitoria está intransigente com algumas das exigências.


Greve estudantil
No início de abril, os estudantes da USP se juntaram aos servidores técnicos e administrativos da universidade.

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Eles exigiam isonomia em relação a gratificações dadas pela Universidade apenas ao corpo de professores.


Essa paralisação foi encerrada no final do mês após um acordo entre a reitoria e o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).


Enquanto isso, os estudantes continuaram com a greve. Eles protestam contra cortes no programa de bolsas, falta de vagas de moradia estudantil, cortes no fornecimento de água e por melhorias no restaurante estudantil.


A USP propôs um reajuste baseado no índice IPC-FIPE. Dessa forma, o auxílio integral passaria para R$ 912 mensais, enquanto o auxílio parcial para estudantes com moradia subiria para R$ 340.


A proposta, no entanto, é considerada insuficiente pelos estudantes, que defendem um reajuste para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.


"Atualmente não está tendo aula na maioria dos prédios, mas as diretorias, orientadas pela reitoria, seguem pressionando os estudantes, ameaçando os calouros de jubilamento se eles não retornarem às aulas", diz Dany Oliveira, uma das representantes do DCE, à CNN Brasil.


Procurada pela CNN Brasil por meio da assessoria de imprensa, a USP afirmou que "não ter uma nota de posicionamento por hora" e que manterá contato caso ocorra alguma mudança.


Atualmente, os beneficiários do PAPFE recebem R$ 335 para moradia estudantil e R$ 885 para auxílio integral. A proposta é o aumento desses valores para R$ 340 e R$ 1.804, respectivamente.


Além disso, os manifestantes solicitam a melhoria nos serviços prestados, como a gestão do restaurante universitário, que apresentou diversos episódios de bichos e larvas nas comidas, a moradia estudantil e a situação do HU (Hospital Universitário), que, segundo manifestantes, perdeu cerca de 30% de seu quadro de funcionários na última década.


A USP também prorrogou os prazos dos projetos atuais e agora a vigência vai até 28 de fevereiro de 2027. O valor da bolsa PUB é de R$ 745 ao mês e o do PAPFE varia de R$ 335 (parcial com moradia) a R$ 885 (integral).


Negociações não avançam
O DCE disse aguardar um retorno da reitoria da USP após uma mesa de mediação na segunda (26) sobre o PAPFE e estudo de orçamento. Dany Oliveira afirmou que, nas últimas duas negociações, a universidade não propôs mudanças.


"Lutamos pelo direito de estudar e por condições dignas de permanência para que sigamos construindo uma universidade de ponta. Não estamos para brincadeira. Estamos convictos da necessidade de arrancar mais conquistas de uma reitoria que, até agora, tem sido cínica às reivindicações. Os estudantes estão dispostos a ir até o fim", afirma o DCE em nota divulgada nas redes sociais.







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Fonte: CNN

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