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Phelps revela luta contra depressão: "Salvar uma vida vale mais que ouro"

Quase uma década se passou desde que Michael Phelps brilhou nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, quando conquistou mais medalhas do que qualquer outro atleta, com cinco ouros e uma prata. E quando encerrou sua lendária carre...

Publicado em 26/05/2026 4 min de leitura
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Quase uma década se passou desde que Michael Phelps brilhou nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, quando conquistou mais medalhas do que qualquer outro atleta, com cinco ouros e uma prata.


E quando encerrou sua lendária carreira após aqueles Jogos, como o maior medalhista olímpico de todos os tempos - com impressionantes 28 medalhas em quatro Olimpíadas - parecia impensável que seu nome algum dia fosse associado a algo além da natação.


Mas o ex-atleta de 40 anos encontrou uma nova missão desde que deixou as piscinas, tornando-se um dos defensores mais influentes e francos da saúde mental e do bem-estar dentro e fora do esporte.

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"Segurança na água, mas também saúde mental - essas duas coisas são quem eu sou", disse Phelps à CNN Sports, em entrevista a Coy Wire.


Esses também são os principais focos da Fundação Michael Phelps.


A organização, criada em 2008, foi inicialmente idealizada para ajudar jovens por meio da promoção de hábitos saudáveis e da segurança aquática - o próprio Phelps tinha medo da água quando começou a praticar o esporte, aos sete anos.

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No entanto, à medida que Phelps evoluiu, o propósito da fundação também mudou. Em 2020, a entidade ampliou oficialmente sua missão para incluir apoio ao bem-estar mental e à resiliência emocional de crianças.


"Poder implementar a saúde mental na minha fundação junto com a natação me devolve aquele propósito que eu tinha quando competia", afirmou o dono de 23 medalhas de ouro olímpicas.


Encontrando propósito além das piscinas
A fundação é apenas uma das muitas formas pelas quais Phelps tem mergulhado em sua nova missão.


Em 2023, ele firmou parceria com a empresa de terapia online Talkspace e liderou a campanha "Start from the Top", iniciativa voltada para a construção de hábitos sustentáveis de saúde mental com base em cinco pilares principais.


Nos últimos anos, também realizou palestras ao redor do mundo, detalhando suas lutas contra a depressão e as lições aprendidas ao longo de períodos difíceis da vida.


O homem que passou quase duas décadas perseguindo a perfeição nas piscinas agora transformou em missão ajudar outras pessoas ao falar abertamente sobre a jornada dolorosa que enfrentou para alcançar esse nível.


E, para Phelps, houve um momento decisivo que mudou tudo.


"Sinceramente, acho que foi quando cheguei ao ponto de não querer mais estar vivo", explicou. "Quando cheguei a esse ponto, pensei: 'Ok, alguma coisa está errada. Preciso pedir ajuda.'"


"Foi a primeira vez que pedi ajuda, porque simplesmente não sabia o que fazer. Sou muito grato por ter recebido a ajuda de que precisava, porque eu queria mudar."


"E então, a partir dali, foi sobre encontrar um chão firme e ficar confortável em compartilhar as histórias que conto."


Salvar vidas vale mais do que qualquer medalha
Para muitos atletas, especialmente aqueles que alcançaram o auge absoluto de seus esportes, como Phelps, a aposentadoria costuma representar o fim de uma longa jornada e um período de reflexão nostálgica.


Mas, para Phelps, quando saiu profissionalmente das piscinas pela última vez, no Rio 2016, seu trabalho estava longe de terminar.


Ainda havia outra corrida a disputar. Uma que, segundo o próprio ícone olímpico, tem um alcance muito maior do que qualquer conquista esportiva.


"Lembro que, depois das Olimpíadas de 2016, eu estava na Microsoft e um garoto... digo 'garoto', ele provavelmente tinha 25 anos, se levantou e disse: 'Tenho o emprego dos meus sonhos. Tudo o que eu sempre quis aconteceu. E eu não quero mais estar vivo.'"


"E eu respondi: 'Cara, eu entendo você. Já tive esses pensamentos também.' Então tivemos aquele momento em que ele disse: 'Você compartilhar isso me deu força e confiança para me abrir também.'"


No esporte, a vulnerabilidade muitas vezes é interpretada como sinal de fraqueza - especialmente em atletas de elite idolatrados por milhões de pessoas.


Ao continuar falando de forma tão aberta sobre a importância da saúde mental, Phelps ajuda a mudar essa narrativa.


A motivação já não são mais as medalhas de ouro, mas algo muito mais importante:


"Para mim, ganhar uma medalha de ouro é muito menos importante do que ter a chance de salvar uma vida."


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Fonte: CNN

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