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Israel expandiu, nesta terça-feira (26), suas ações militares no sul do Líbano, em um movimento que ameaça comprometer as negociações em andamento entre os Estados Unidos e o Irã para o fim do conflito no Oriente Médio. O avanço israelense ocorre em um momento especialmente delicado, quando os dois lados davam sinais de proximidade a um entendimento.
Segundo análise de Fernanda Magnotta para o CNN 360º, os novos ataques de Israel forçam o Irã a defender seus aliados regionais e explicitam a fragilidade da influência americana sobre as decisões militares israelenses.
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Américo Martins ressaltou que todos esses fatores - os ataques americanos, a reação iraniana e a retomada das operações israelenses no Líbano - colocam em risco o processo de negociação para o fim da guerra. Segundo ele, o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio havia afirmado recentemente que a conclusão de um acordo era "uma questão de acertar frases e palavras num documento final". Com os desdobramentos das últimas horas, esse processo teria "voltado muitas casas no tabuleiro das negociações".
Israel pressiona o Irã e enfraquece os EUA
Na análise de Fernanda Magnotta, Teerã tende a interpretar a ofensiva israelense no Líbano como parte de uma estratégia regional coordenada para enfraquecer o chamado "eixo da resistência" - grupo formado pelo Irã e por uma série de atores regionais, incluindo o Hezbollah. "Isso coloca o Irã numa posição de ter que resguardar os seus aliados e, portanto, endurecer certas posições", afirmou a analista.
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Magnotta destacou ainda que a situação fragiliza os Estados Unidos de maneira dupla. Por um lado, expõe a dificuldade americana de conter Israel, seu principal parceiro na região. Por outro, fortalece internamente a ala mais crítica a Trump, que alega que os Estados Unidos estariam funcionando como "uma espécie de eixo auxiliar de Israel, mais do que agindo em próprio nome". "A própria capacidade de negociação dos Estados Unidos entra em xeque", disse também.
Programa nuclear iraniano volta ao centro do impasse
Questionada sobre se o Irã poderia endurecer sua posição em relação ao urânio enriquecido diante dos novos ataques americanos, Magnotta avaliou que isso é "bastante possível, principalmente no curto prazo". Segundo ela, o padrão histórico indica que, diante de ataques desse tipo, os setores mais duros do regime iraniano tendem a ganhar tração, ampliando a capacidade nuclear como instrumento de pressão.
"O enriquecimento, que sempre foi um ponto delicado nas conversas [...] tende a se tornar de novo um ativo de barganha". Magnotta lembrou que o tema já era tabu desde as negociações do acordo de 2015. Com o agravamento do cenário, o Irã também pode endurecer sua posição em relação aos mecanismos de verificação e inspeção internacional. "A história do direito soberano ressurge", disse ela, indicando que o Irã deve reiterar seu direito de desenvolver tecnologia nuclear, o que os americanos claramente rejeitam - tornando qualquer negociação ainda mais difícil.
Apesar do cenário desfavorável, Magnotta ponderou que um acordo não é impossível. "Mas ele certamente ficará aquém do desejável e muito provavelmente aquém do que eventualmente os próprios americanos gostariam de ver acontecer", concluiu a analista, acrescentando que "a gente está agora numa condição muito desfavorável, mais do que há poucos dias atrás".
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
Fonte: CNN
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