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Efeito da guerra em ativos: mercado têm movimento de correção, diz analista

A guerra no Oriente Médio segue movimentando os mercados mundiais e impactando o comportamento dos ativos financeiros. João Daronco, analista da Suno Research, avaliou o cenário atual e as perspectivas para os investidor...

Publicado em 26/05/2026 3 min de leitura
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A guerra no Oriente Médio segue movimentando os mercados mundiais e impactando o comportamento dos ativos financeiros. João Daronco, analista da Suno Research, avaliou o cenário atual e as perspectivas para os investidores diante das negociações em torno de uma possível trégua.


Para Daronco, o movimento observado nos mercados neste momento é predominantemente de correção. Segundo ele, os anúncios relacionados ao conflito "não têm repercutido ou não têm tido grandes efeitos no mercado dos ativos".


O analista atribuiu esse comportamento à perda de credibilidade das declarações sobre negociações de paz, após sucessivas contradições entre as partes envolvidas. "A gente já teve várias voltas atrás, vários mal-entendidos em que Trump falava alguma coisa e o Irã falava o totalmente oposto", afirmou.

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Preço do petróleo após um eventual cessar-fogo
Sobre o impacto de um possível fim do conflito no preço do barril de petróleo, Daronco foi cauteloso. Ele acredita que, havendo um cessar-fogo, o preço tende a recuar, mas dificilmente retornará aos patamares pré-guerra, entre US$ 60 e US$ 65 o barril.

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"O mundo está muito mais estressado e com muito mais receios de conflito", explicou, projetando um novo patamar entre US$ 75 e US$ 80 o barril. O analista destacou ainda que o petróleo mais caro gera inflação em cadeia, afetando transportes, alimentos, bens industriais e de consumo.


Daronco também explicou por que o petróleo não voltou aos picos de US$ 115 a US$ 120 registrados no início do conflito. Segundo ele, o mercado passou por um temor inicial muito intenso, que gerou uma corrida pelas commodities e elevou os preços abruptamente. Com o tempo, o mercado foi "digerindo as informações e entendendo melhor o que está realmente acontecendo", levando a uma normalização gradual dos preços.


Venezuela, Rússia e o cenário global de oferta
Questionado sobre o papel da Venezuela como potencial produtora de petróleo, o analista foi cético quanto a uma contribuição relevante no curto prazo. "A infraestrutura da Venezuela está bastante sucateada", afirmou, acrescentando que seriam necessários investimentos expressivos e muito tempo para elevar a produção de forma significativa. Para ele, isso não deve ocorrer no horizonte imediato.


Já em relação à Rússia, Daronco apontou que um eventual cessar-fogo no conflito russo-ucraniano poderia ser mais determinante para o mercado global de petróleo. "Se a gente tivesse a oferta russa entrando no mercado global de petróleo, a gente poderia ver sim esse preço do Brent cair para patamares mais próximos de 60", disse. No entanto, ele reconheceu que, no curto prazo, é difícil ter visibilidade sobre quando o Brent poderia atingir US$ 50 o barril, nível desejado por Donald Trump antes do início do conflito.


Sobre as perspectivas gerais, Daronco avaliou que há um interesse comum entre os países pelo fim do conflito, dado o impacto inflacionário global. Ele destacou que o Irã ocupa uma posição mais confortável nas negociações, o que o torna "um pouco mais duro" nas tratativas. Ainda assim, o analista acredita que a tendência aponta para um desfecho do conflito, o que poderia contribuir para a redução do temor inflacionário, a queda das taxas de juros e a melhora do crescimento global. "A cada semana que passa, essa data está bem mais próxima que na semana anterior", concluiu.


Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.


 


Fonte: CNN

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