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Campeão argentino vai receber menos em premiações que vencedor da Série B

Não é novidade que o Brasil vem dominando o cenário do futebol sul-americano, por exemplo, as últimas sete edições da Copa Libertadores tiveram campeões brasileiros e, dos 14 finalistas desde 2019, apenas dois eram argen...

Publicado em 26/05/2026 3 min de leitura
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Campeão argentino vai receber menos em premiações que vencedor da Série B
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Não é novidade que o Brasil vem dominando o cenário do futebol sul-americano, por exemplo, as últimas sete edições da Copa Libertadores tiveram campeões brasileiros e, dos 14 finalistas desde 2019, apenas dois eram argentinos. E essa discrepância também se apresenta nos valores investidos.


Uma das diferenças mais gritantes está justamente nas ligas nacionais. O Belgrano, que fez história no último domingo (24) ao vencer o River Plate por 3 a 2 e se tornou campeão argentino, recebeu apenas 500 mil dólares de premiação, aproximadamente R$ 2,5 milhões pela cotação atual.


Em comparação com o Brasil, o Coritiba, campeão da Série B em 2025, faturou R$ 3,5 milhões em premiação paga diretamente pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

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Para Cristiano Caús, advogado especializado em direito desportivo e sócio do CCLA Advogados, a distância do Brasil para a Argentina pode ser comparada à diferença do futebol brasileiro para a Europa.


"A disparidade entre as premiações pagas pelas competições brasileiras e aquelas pagas em território argentino talvez seja a mesma distância que nossas ligas têm em relação às principais competições do velho continente. Além disso, tal qual ocorre em relação à Europa, os valores muito superiores pagos pelas competições brasileiras em comparação com as argentinas também são explicados pela diferença entre nossa economia e a de nossos vizinhos", analisou.


Críticas à gestão
A disparidade econômica e organizacional incomoda grandes nomes do futebol argentino e não é de hoje. O ex-jogador Juan Sebastián Verón, atual presidente do Estudiantes, fez nos últimos anos duras críticas ao atual cenário econômico do futebol no país.

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"O negócio no futebol (argentino) chegou ao limite. Você pode competir com o futebol brasileiro, mas nas fases finais precisa de capital, que é o que o clube argentino não tem", disse, em entrevista à Bloomberg Línea, em 2025.


Em novembro de 2024, Verón havia criticado também o valor das premiações no futebol da Argentina em comparação com o Brasil. Para ele, os prêmios "não pagam nem o ônibus dos torcedores".


SAF é solução?
Fatores externos ao futebol, como economia e valorização da moeda impactam diretamente na arrecadação do esporte e, por isso, os clubes precisam se antecipar e criar gatilhos para aumentar a renda, diminuindo esses impactos.


Segundo Guilherme Bellintani, ex-presidente do Bahia e atual CEO da Squadra Sports, primeira plataforma de multiclubes no Brasil, é justamente aí que futebol argentino vem deixando a desejar.


"O Brasil passou a dominar a Libertadores porque esse cenário combina o declínio econômico do futebol argentino, que não se modernizou em termos de estratégia financeira, captação de recursos, comercialização de direitos e estruturação dos clubes, e a ascensão de vários clubes brasileiros, impulsionada por mais público nos estádios, maior venda de patrocínios e melhor negociação dos direitos", explicou.


"No futebol nada é definitivo, mas há uma tendência de que os grandes clubes do Brasil, bem organizados e financeiramente estruturados, sigam ampliando esse domínio nos próximos anos. A grande diferença no futebol brasileiro não está entre SAFs e clubes associativos, mas entre instituições bem geridas e mal geridas", afirmou Bellintani.


Outros especialistas também ponderam sobre a possibilidade das SAFs, ou as SADs, como são chamadas na Argentina.


"Vale destacar que a mentalidade dos dirigentes também impacta. Na Argentina, o futebol ainda é visto como um patrimônio cultural, com forte ligação à paixão popular e à resistência ao modelo corporativo, o que limita a exploração comercial do esporte. Por outro lado, o Brasil, mesmo enfrentando desafios, tem adotado uma abordagem mais pragmática, que une paixão à visão de negócios", analisa Thales Rangel Mafia, gerente de marketing da Multimarcas Consórcios.


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Publicado por Cris Schwambach


 


Fonte: CNN

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