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Fim da escala 6×1: 1º impacto será aumento de preços, diz CNI

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, disse, em entrevista à CNN Brasil, nesta segunda-feira (25), que o fim da escala de trabalho 6×1 vai gerar efeitos imediatos no preço final aos con...

Publicado em 25/05/2026 3 min de leitura
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Fim da escala 6×1: 1º impacto será aumento de preços, diz CNI
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O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, disse, em entrevista à CNN Brasil, nesta segunda-feira (25), que o fim da escala de trabalho 6×1 vai gerar efeitos imediatos no preço final aos consumidores.


"O primeiro impacto que teremos será no aumento de preços, não tem para onde correr. Os preços irão aumentar e prejudicar os próprios trabalhadores", disse Alban.


Segundo ele, a redução de jornada vai elevar os custos de produção, aumentando a pressão sobre os preços de venda e gerando riscos inflacionários no mercado em geral.

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O presidente da CNI classificou como "narrativa" a ideia de que o fim da escala 6×1 será benéfico para os trabalhadores. Para Ricardo Alban, além de aumentar os custos, a mudança vai diminuir a oferta e a qualidade dos empregos.


Questionado sobre como estão as conversas com o Congresso e a probabilidade dessa mudança ser aprovada por ser uma pauta popular, Alban apontou que o setor industrial tem falado com os parlamentares, mas que enfrenta dificuldades.


"Sempre preservamos o diálogo, fizemos com Hugo Motta [presidente da Câmara] e com Leo Prates [relator da PEC da 6×1], mas infelizmente essa narrativa de que isso é bom pro trabalhador atrapalha. Temos que mudar essa narrativa de que vai ser bom pro empregado", disse o presidente da CNI.

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"O que nós tentamos fazer no diálogo na Câmara e que não conseguimos, vamos tentar fazer no senado com o presidente Davi Alcolumbre", completou Alban.


Regras definidas na Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse, nesta segunda-feira (25), que a proposta pelo fim da escala 6×1 determinará uma jornada de 40 horas semanais e um período de transição de um ano.


Em reunião nesta manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi acordada uma redução de duas horas na carga horária semanal após 60 dias da promulgação da nova regra. Depois, após 12 meses, deverá ser implementada uma jornada máxima de 40 horas.


Os 60 dias serão contados após a oficialização da nova emenda à Constituição, ou seja, após a aprovação nas duas Casas legislativas. A intenção do presidente da Câmara é votar o texto nesta semana e enviar a proposta para análise do Senado.


Transição para o fim da escala 6x1 acontecerá em um ano, diz Hugo Motta | BASTIDORES CNN


O relator da proposta, deputado Leo Prates (Republicanos-BA) apresentou essas regras em seu relatório para a PEC do fim da 6×1. A leitura do texto ocorreu no início da noite desta segunda, na comissão especial que debate a mudança de jornada.


O texto também estabelece que as convenções coletivas poderão ampliar a duração do trabalho para mais de 8 horas diárias, por um período de 12 meses de transição. A medida seria para respeitar o teto de 42 horas semanais neste momento.


O fim da escala 6×1 e a passagem para dois dias de descanso também seriam feitos 60 dias depois da promulgação do texto.


*Sob supervisão de João Nakamura


Estudo: fim da escala 6×1 pode reduzir PIB, renda, empregos e empresas


 


Fonte: CNN

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