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Rael da Rima

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Rael da Rima

Sobre:

Israel Feliciano, mais conhecido pelo seu nome artístico Rael, é um cantor, compositor e rapper brasileiro. Em meados de 2000, formou seu

primeiro grupo de rap, chamado Can KND. O coletivo se dissolveu em pouco tempo, mas foi o passo inicial para que nascesse, um ano depois, o Pentágono, do qual ele fez parte por mais de 15 anos do grupo paulistano gravando quatro discos autorais e em 2012, anunciou oficialmente sua saída para dedicar-se exclusivamente a sua carreira solo. Em 2016 ele retornou ao grupo novamente, e estão trabalhando em um novo álbum de estreia do Pentágono. O rap é um estilo de música que faz parte do movimento hip hop. No Brasil, assim como em outros centros urbanos marcados pela desigualdade, está associado ao cotidiano de favelas e periferias, sendo encontrado na maioria dos estados. O estilo é historicamente associado à criminalidade, mas tem ganhado espaço e é identificado como um estilo forte capaz de associar diversos sentimentos e realidades em forma de música.

Bm A Mas tem que ter amor na sua vida Bm A E seja qual for a ferida Tudo vai passar Bm A Eu tô pra ver um daqui sucumbir Bm A Eu tô pra ver um daqui sucumbir Bm A Eu tô pra ver um daqui sucumbir Bm A Eu tô pra ver um daqui sucumbir Bm A Eu tô pra ver um daqui pedir toalha, água Não resistir a essa batalha Bm Do rap não sou uma estrela, eu sou uma arma A Que cospe a verdade, pega e fala Bm É do perreio, desespero, descabelo da desgraça A Que nutre o ódio e prolifera com a massa Bm O gosto amargo, descaso que se traça A É trabalhar sem ter se envolver vira fumaça Bm Do que esconderam debaixo do tapete A Bm Saciar meu povo, que tá com sede de verdade A Sim, aqui se pode, correr atrás Bm Traíras não podem conquistar o que teriam de graça A De que adianta ter conceito nas festa Bm Sem moral na quebrada, sua carapuça caiu É coisa feia A É óleo de peroba nessa cara de madeira Bm Em toda quebrada tem, você sabe bem A Bm O que ele quer é te derrubar A É te derrubar (mas não vão conseguir) Bm A Eu tô pra ver um daqui sucumbir Bm A Eu tô pra ver um daqui sucumbir Bm A Eu tô pra ver um daqui sucumbir Bm A Eu tô pra ver um daqui sucumbir Bm Ensinamentos dessa caminhada A O sol que te aquece de graça O artesão que a madeira talha Bm Agulha no palheiro, um dia a gente acha A O tempo passa devagar se a vida tá sem graça Bm É rocambole sem recheio, tonel sem cachaça A Beijo sem língua, São Paulo é uma farsa Bm Banca o desarmamento, ação desesperada A Não investiram na educação, huh, agora paga Bm É preto e branco, um vazo no martelo A Uma flor sem cor, o sorriso amarelo Bm Entra ano e sai ano, meu povo na miséria A Se o meu negócio é cantar... Cantaremos, Cinderela Bm A Eu quero aprender, eu quero saber, eu quero passar pra depois desenvolver Bm Eu quero comer, eu quero beber A Saneamento básico, cacete, isso é o mínimo Bm Dignidade do poeta que vai se diluindo A Numa luta covarde vão seguindo, tossindo Bm O que mais me incomoda é sua pobreza de espírito A O que mais te incomoda é que eu sou feliz fazendo isso Bm Desistir, nunca, não sou covarde A Queira ou não rap é uma realidade Bm Desistir, nunca, meu povo não é covarde A Queira ou não o rap é uma realidade de Bm A Luta, luta, luta, luta, luta, luta, luta, luta, luta Bm A É de luta, luta, luta, luta, luta, luta, luta, luta Bm A Eu tô pra ver um daqui sucumbir Bm A Eu tô pra ver um daqui sucumbir Bm A Eu tô pra ver um daqui sucumbir Bm A Eu tô pra ver um daqui sucumbir Bm Mexeu com nóis é sem, sem sorte A Tô com a favela eu tô forte Eu tô pra ver um daqui sucumbir Você pode até sorrir mas no final vai chorar Mexeu com nóis é sem, sem sorte Tô com a favela eu tô forte
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