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Quando Me Perco Num Grito
César Oliveira e…
[Intro: ]
G7 C G7 C G7 C G7 C G7 C G7 (C) (C#) (D)
{Declamado}
"Eu venho enforquilhado nesta guitarra baguala
que até parece que fala, num ponteio debochado.
A gaita me faz costado amadrinhando os demais
no chão dos meus ancestrais abro meu peito agora
e entro arrastando espora na terra dos marechais."
A7 Dm A7 Dm
Venho do tempo em que a potrada veiaca
Tinha curnilho e maçaroca na cola
E matreriavam quando um par de boleadeiras
Só por matreira faziam um vôo pachola
O entrevero das potradas e das domas
Moldaram a estampa do taura em cima das garras
De peito aberto na volteada de um rodeio
Pealando anseios de sobre-lombo e cuchara
De peito aberto na volteada de um rodeio
Pealando anseios de sobre-lombo e cuchara
Este costume de viver pelas estâncias
Esta mania de cruzar de um pago ao outro
Peguei faz tempo, sou do lombo do cavalo
Laço e pealo e não tenho medo de potro
Trago na alma uma ansiedade xucra
De abrir meu peito e cantar a vida inteira
Pois o destino me fez taura igual a tantos
E quando canto, sempre canto pra fronteira
Pois o destino me fez taura igual a tantos
E quando canto, sempre canto pra fronteira
Sou Rio Grandense, Maragato sem costeio
Morro peleando prá defender meu chão
Pois este apego me faz guerreiro de novo
E traz meu povo pra dentro do coração
Ando no rastro das comparsas e das tropas
Que um certo dia se perderam campo a fora
Fiquei solito mateando entre a fumaça
Que me adelgaça a cada romper de aurora
Fiquei solito mateando entre a fumaça
Que me adelgaça a cada romper de aurora
{Declamado}
Talvez eu volte um dia numa trovoada
Ou na garganta de um fronteiriço cantor
Erguendo poeira num reboliço de tropa
Que se alvorota na volta de um corredor