Cifra de Portal - Lisandro Amaral
Veja os acordes de Portal, de Lisandro Amaral, e use os controles desta página para mudar o tom, ajustar a leitura e acompanhar a música enquanto toca. Ver mais cifras de Lisandro Amaral →
Primeiro acorde: Em 10 acordes identificados
Intro Em D C
Em
Tenho um redomão tordilho
Igual à geada que esquenta
Este fogão que me aguenta
Um pouco mais amargueando
Há muito espera escarvando
C D Em
Por conhecer as geleiras
De outras vidas tropeiras
Onde foi pingo escarceando!
Em
E o meu bragado mestiço
Por entender de outras eras
Traz no couro a primavera
No colorido das bragas
Que herdou, por certo, das cargas
Em que ostentava um lanceiro
E desencarnou - oveiro -
No sangre frio das adagas
Em
O meu gateado cruzou
- Portal de tempo e distância -
E veio a ser nesta infância
Que o meu guri carecia
Cruzar - portal fantasia -
E se apeiar do petiço
Para aprender meu ofício
¬- Portal de campo e poesia
F B7
O meu picaço aragano
Já não entende este mundo
Nas garras de Don Segundo
Deve ter sido um pingaço!
E não entende o que faço
Neste meu tempo sem luz
Se já viu Cristo na cruz
- Devo entender meu picaço
Em D
Talvez ande nos bolichos
C Bm
Numa capa colorada
Am
Meu zainito - madrugada -
Que na cancha era um trovão!
B
E sumiu na escuridão
C#m Bm Em
No buçal de um salameiro
D C
Desencarna um parelheiro
Pro sustento de um ladrão
Em
O colorado Caudilho
Renasce nos meus aperos!
É o couro no meu sombreiro
É lonca em cordas campeiras
Estribo pampa e peiteira
- Alma e prata refletidas -
Meu pingo retorna à vida
Num par de botas potreiras!
Em
E assim te vejo tropilha
- Pelagem de tempo e luz -
Cada um cinchando a cruz
Que Deus oferta a quem nasce
E, mesmo que o tempo passe
Oveiro negro e mestiço
Há de seguir nosso ofício
Para quem teima e renasce
F B7
O meu picaço aragano
Já não entende este mundo
Nas garras de Don Segundo
Deve ter sido um pingaço!
E não entende o que faço
Neste meu tempo sem luz
Se já viu Cristo na cruz
- Devo entender meu picaço
Em
E assim te vejo tropilha
- Pelagem de tempo e luz -
Cada um cinchando a cruz
Que Deus oferta a quem nasce
E, mesmo que o tempo passe
Oveiro negro e mestiço
Há de seguir nosso ofício
Para quem teima e renasce
E, mesmo que o tempo passe
Oveiro negro e mestiço
Há de seguir nosso ofício
Para quem teima e renasce