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Garotos de Ouro

Marca De Raiz

Garotos de Ouro

Sobre:

Dificuldade: medio | Estilo: música gaúcha / regional | Sentimento: nostalgica, campeira | Ocasião: rodeio, churrasco, festa regional, encontro de amigos | Tags: gaucho, tradicional, regional, violao, churrasco, festa, garotos de ouro

Garotos de Ouro é um grupo musical brasileiro, formado em Cruz Alta, Rio Grande do Sul em 1973. O banda foi formada por Airton Machado e Paulo

Gimenes Alves, que faleceu em novembro de 1998. A maioria dos sucessos da banda foram interpretadas pelo ex-integrante Ivonir Machado e posteriormente por Victor Pedroso, ex-vocalista do grupo Alma Serrana, do Mato Grosso do Sul.

E Quando eu era borregote na estância do Jaguarão B7 Meu pai véio me acordava com a bainha do facão Me larguei pelo Rio Grande, lhe juro por toda luz E Fazendo laço comprido com os fumos de Santa Cruz Fui peludo, fui taipeiro nos arrozais do Itaqui B7 Curei uma peste brava lá nas termas do Iraí Na antiga Vila 13 fui guasqueiro de fé E Gastei casco de cavalo nas tropas do Bororé A Eu chibiei no Livramento, calavera não me embrulha E Vendi canha e rapadura em Santo Antônio da Patrulha B7 Ametista e Olho d'água eu conheço de verdade A E B7 E Aprendi com uma morena pras bandas dA Soledade B7 E Eu sou do velho Rio Grande, tchê, eu sou do sul do país A E E Manda acarca uma vanera, que isto é marca de raiz No rincão do Itapevi eu tenho fama de ginete B7 Deixei um bagual sem dente no rodeio de Alegrete Fui camelô na baixada, vendi tareco da China E Lá pras bandas de Cruz Alta eu cantei numa cantina Lá nas dunas de Cidreira, eu cantei pra Iemanjá B7 E já salguei o meu couro nas cavalgadas do mar Aprendi a colher jujo com as índias de Nonoai E Peguei dourado de colher nas enchentes do Uruguai A Na tafona de Osório eu garanti o pilão E Nas minas de São Jerônimo quase estraguei o pulmão Amansei milhas de boi, picardeando em São Gabriel A B7 E Vi um sino tocar sozinho nas torres de São Miguel Tirei couro em Tucuruçu, numa maleza sem fim B7 Eu ginetiei um capicho na reserva do Taim Pras bandas de Horizontina, cantei na Festa do milho E Num carnaval da Restinga, eu desfilei num tordilho Corri avestruz de tamanco, toquei cordeona de luva B7 Tomei um barril de vinho, lá na tal Festa da uva Num rodeio em Vacaria, destrinchei uma barraca E E amanheci com as gurias despenando as curucaca A Em São Lourenço do Sul num baileco da 18 E Deixei um bagual no escuro a tiro de 38 B7 Eu sou canal da fronteira, deixa assim porque tá feito A E B7 E Eu sou peão do Rio Grande e trago a marca no peito B7 E Eu sou do velho Rio Grande, tchê, eu sou do sul do país A B7 E Manda acarca uma vanera, que isto é marca de raiz "Enquanto existir cordeona, só pra fazer chamarisco Com uma prenda na garupa, eu sou um gaúcho feliz"
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