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Pedro Ortaça

Licença Pra Um Missioneiro

Pedro Ortaça

Sobre:

Pedro Marques Ortaça mais conhecido por Pedro Ortaça foi um cantor, compositor e violonista brasileiro de música nativista. Canta as coisas do

seu passado e homenageia outros cantores missioneiros como Jayme Caetano Braun, Cenair Maicá e Noel Guarany, os quatro artistas chamados Troncos Missioneiros. Em 2006, foi agraciado com o Prêmio Vitor Mateus Teixeira, entregue pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. No ano de 2025, por suas contribuições, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Pampa e pela Universidade Federal de Santa Maria. No ano seguinte, obteve o mesmo reconhecimento pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. A história do Rio Grande do Sul inicia-se com a chegada do homem à região, há cerca de 12 mil anos. Suas mudanças mais dramáticas, no entanto, ocorreram nos últimos cinco séculos, depois do descobrimento do Brasil. Esse percurso mais recente transcorreu em meio a diversos conflitos armados externos e internos, alguns de grande violência. Guilhermino César dizia, justificadamente, que essa história "é um dos capítulos mais recentes da história brasileira", pois quando no Nordeste já se cantavam missas polifônicas, este estado ainda era ocupado por um punhado de povoados e estâncias de gado portuguesas no centro-litoral, e o sul-sudeste era uma "terra de ninguém" onde frequentemente incursionavam tropas espanholas mandadas por Buenos Aires, defendendo os interesses da Coroa Espanhola, proprietária legal da área nessa época. Essencialmente, o Rio Grande do Sul, até o fim do século XVIII, era uma região virgem habitada por povos indígenas. Os únicos focos importantes de civilização e cultura europeias em todo o território até esta altura eram um brilhante grupo de reduções jesuítas fundado no noroeste, destacando-se entre elas os Sete Povos das Missões. Entretanto, sendo de criação espanhola, até há pouco tempo as Missões eram vistas como sendo um capítulo à parte da história do estado, tanto mais por não terem deixado descendência cultural direta significativa. Em anos recentes, entretanto, vêm sendo assimiladas à historiografia integrada do estado.

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G D7 G Abro meu peito cantando, amigos prestem atenção D7 G Quem nasceu como eu nasci no berço da tradição D7 G Defende a poesia xucra com alma e com devoção D7 G Sou gaúcho missioneiro e morro pelo meu chão G7 C D7 G Sou gaúcho missioneiro e morro pelo meu chão D7 G Peço licença e entendam meu linguajar de xirú D7 G Que às vezes canta solito bem como faz o nambu D7 G E quando arrepia o pelo é pior que touro zebu D7 G Alma de guasca trançada com tentos de couro cru G7 C D7 G Alma de guasca trançada com tentos de couro cru D7 G Quando longe do rio grande, meu velho berço estimado D7 G Até parece que escuto lá longe o berro do gado D7 G Tenho ganas de gritar que sou cria desse estado D7 G Que nasci lá nas missões e nas missões eu fui criado G7 C D7 G É o Amor xucro que eu tenho por este meu chão colorado D7 G O meu orgulho é ser parte da terra que me gerou D7 G Ser amigo dos amigos como meu pai me ensinou D7 G Pelear e correr carreiras como meu avô peleou D7 G Sem nunca negar meu sangue que a tradição me legou G7 C D7 G Que nem a marca coqueiro de missioneiro que sou
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