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O Mangue

Estuário Do Mundo

O Mangue

Sobre:

"Estuário do Mundo" é a faixa-título e uma das principais composições do álbum de estreia da banda independente O Mangue, intitulado Igbá Ayê:

Estuário do Mundo, lançado em 2018. O trabalho do grupo bebe diretamente da fonte do Manguebeat, movimento de contracultura nascido em Recife nos anos 1990, misturando o peso do rock e guitarras distorcidas com elementos percussivos, ritmos regionais e discursos de forte teor social. Temática e Letra A letra de "Estuário do Mundo" funciona como um manifesto reflexivo sobre a evolução humana, a ganância e as desigualdades sociais. Crítica ao Capitalismo: A composição abre confrontando a linha do tempo da Terra com a existência humana, destacando como transformamos o "paraíso" em um cenário de escassez: "Deus nos deu seu paraíso, o Homem criou a fome / O dinheiro é uma sangria, bem difícil de estancar". A Linha da Evolução: Há uma estrofe inteira dedicada à jornada do Homo sapiens, desde a transição para o bipedalismo e o desenvolvimento da fala até a descoberta da agricultura, da finitude da vida e do fogo. Cansaço Social e Atitude: O refrão quebra a passividade com o verso "Quem espera sempre alcança, já cansei de esperar / Nesse Estuário do Mundo, meto o pé meu camará", sugerindo a urgência de agir frente às injustiças em vez de aceitar o destino. Sonoridade e Significado do Nome Musicalmente, a faixa traduz a proposta estética da banda de unir o peso urbano à ancestralidade. A metáfora do "Estuário" (o ambiente de transição onde o rio encontra o mar e o manguezal se prolifera) dialoga perfeitamente com o nome da banda e com o próprio conceito do Manguebeat: um ecossistema de mistura, fertilidade cultural, caos e resistência. YouTube ·TV Unicamp +2 Se você quiser, posso ajudar a: Analisar o significado do termo Igbá Ayê no título do álbum Listar as outras faixas e parcerias desse disco (como as participações de Luiza Lian e Rappin Hood) Explicar a relação histórica do Manguebeat com a crítica social

Cm7 Eb7 D7 G7 Se o mundo é muito antigo, pouco tempo tem o Homem Cm7 Eb7 D7 G7 Deus nos deu seu paraíso, o Homem criou a fome Cm7 Eb7 D7 G7 O dinheiro é uma sangria, bem difícil de estancar Cm7 Eb7 D7 G7 O que era repartido hoje é de quem pagar Cm7 Eb7 D7 G7 Quem viver a intolerância, intolerado será Cm7 Eb7 D7 G7 Mas se quer a vida mansa muito tem que trabalhar Cm7 Eb7 D7 G7 Quem espera sempre alcança, já cansei de esperar Cm7 Eb7 D7 G7 Nesse Estuário do Mundo, meto o pé meu camará ( Bb7 Cm7 Bb7 Cm7 ) Bb7 Aprendemos a andar em duas patas Cm7 Deixamos de caçar, pra falar, escrever Bb7 Percebemos que o corpo é muito fraco Cm7 Entendemos que se tem que plantar pra colher Bb7 Descobrimos que um dia a vida pode acabar Cm7 Que o mundo é redondo e nunca para de girar Bb7 Descobrimos o amor, a dor, o instinto Cm7 A consequência foi o fogo e o calor abafou o frio Bb7 Entidades praticavam a evolução Cm7 Mas com o tempo o bicho Homem cria a civilização Bb7 G7 Com obrigação, as regras e a lei pra cumprir
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