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Criolo e Barrerito

Dormindo E Sonhando

Criolo e Barrerito

Sobre:

Dificuldade: medio | Estilo: mpb | Sentimento: tranquila, contemplativa | Ocasião: bar, café, repertório intimista | Tags: mpb, brasil, Criolo, violao, medio, intimista, contemplativa

A música "Dormindo e Sonhando", frequentemente associada a interpretações do sertanejo raiz (comumente interpretada por Creone e Barrerito, e

por vezes listada com composições de "Criolo"/Adauto, como Criolo e Aladim ou similar no cancioneiro popular), é uma narrativa poética que mescla o universo caipira com elementos da cultura indígena. Aqui estão os destaques sobre a obra: Enredo e Narrativa: A letra narra o sonho do protagonista, que, guiado por uma voz, decide fazer uma serenata na floresta, indo até as "verdes matas das montanhas do Pará". Encontro de Culturas: A música se destaca pelo respeito à cultura indígena. O violeiro, ao entrar em terra estranha, pede licença à montanha. Na trama, o narrador é levado à taba (aldeia) pelo "chefe" para se apresentar ao pajé. Elementos da Letra: Socicaba: O personagem é chamado carinhosamente de "Socicaba" pelos índios, um nome que remete ao interior paulista. A Trama: Ao chegar à aldeia, após um momento de tensão ("a coisa ficou feia"), o pajé acalma o violeiro e pede que ele cante. Desfecho: A música termina de forma poética, com o pajé se alegrando e uma índia se apaixonando pelo violeiro, oferecendo seu coração. Estilo: É um sertanejo tradicional, bucólico e narrativo, muito comum na voz de duplas consagradas que uniam a viola a histórias folclóricas. A música é um exemplo de como o sertanejo raiz pode incorporar elementos de outras culturas brasileiras, criando uma atmosfera lúdica e respeitosa entre a viola caipira e a vida na floresta. Se você estiver interessado, posso procurar a letra completa para você, ou procurar vídeos de diferentes interpretações dessa música. O que prefere

Bb Tava dormindo e sonhando No sonho tava escutando F Uma voz dizendo, vá Eb Bb Fazer uma serenata F Conhecer as verdes mata Bb Das montanhas do Pará Bb Ali naquele momento Eu entrei de mata adentro F Afinei meu violão Eb Bb Por estar em terra estranha F Pedi licença a montanha Bb E cantei uma canção Bb Quando eu tava cantando Logo um índio veio chegando F Começou a me falar Eb Bb Me chamou de Socicaba F Você vai até a taba Bb Que o chefe mandou chamar Bb Quando cheguei na aldeia Que a coisa ficou feia F Da vida eu perdi a fé Eb Bb Com meu violão de lado F No momento eu fui levado Bb A presença do pajé Bb Ele disse, meu amigo Com você não há perigo F Cante aí esta canção Eb Bb Eu cantei, ele alegrou F Uma índia apaixonou Bb Me ofertou seu coração Bb Ali naquele momento Pedi ela em casamento F O chefe não fez questão Eb Bb Me casei dentro da mata F Fazendo uma serenata Bb De viola e de canção Bb Depois que a festa acabou Todos os índios arretirou F Fiquei sozinho a dizer Eb Bb Com a minha jovem bela F Uma índia igual aquela Bb Nunca mais eu hei ver Bb Fiquei com meu bem amado Com a selvinha a meu lado F Lá nas matas de Belém Eb Bb Andando de mata afora F Quando foi na mesma hora Bb Acordei, não vi ninguém
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