Cifra interativa
Sobre:

A música "Casa de Barro", interpretada pela icônica dupla Pena Branca e Xavantinho, é uma das obras mais sensíveis e profundas da música

sertaneja de raiz brasileira. Lançada originalmente na década de 1990, a canção aborda o doloroso processo de êxodo rural e a perda da identidade caipira frente à urbanização. YouTube ·rochajose Duca Rocha +2 Temática e Significado da Letra A composição utiliza uma narrativa cronológica para retratar a transformação da vida de um trabalhador rural: O Abandono: A canção começa descrevendo uma "tapera" (casa simples ou abandonada) feita de parede barreada. Essa estrutura física serve como metáfora para as memórias esquecidas do campo. A Partida: O eu lírico narra o momento exato em que o jovem roceiro deixa sua terra em cima de um caminhão em uma tarde de setembro. Ele troca a "vida do sertão por uma cidade", motivado pela ilusão ou necessidade de buscar melhores condições. A Ilusão Urbana: A letra destaca o arrependimento sutil ao mencionar que o camponês partiu "pensando ter muito pouco" na beira do rio, apenas para descobrir a dureza e a solidão do ambiente urbano. A Identidade Imutável: O encerramento traz um dos versos mais célebres do cancioneiro caipira: "Esse mundo é uma escola, a enxada é uma viola e o roceiro sou eu". A frase consolida a ideia de que, mesmo distante da terra, a essência e a dignidade do trabalhador permanecem ligadas às suas origens. Letra Completa Aquela casa De parede barreada Lá na beira da estrada Já não tem mais morador Há quanto tempo Ela está abandonada Uma tapera largada Poucos sabe seu valor Sabe seu moço Quem morava dentro dela Levando a vida singela Era um roceiro feliz Saindo cedo Pros caminhos do roçado Hoje conto seu passado Assim o destino quis Faz muito tempo O dia certo não lembro Mas foi num mês de setembro Em uma tarde de Sol A codorninha Piava lá na paiada E a poeira avermelhada Rodava em caracol Lá na baixada As batida da porteira Na estrada boiadera Ecoava o chapadão E aquele moço Começava uma viagem Levando fé e coragem Em cima de um caminhão Trocando a vida Do sertão por uma cidade Obrigando a vontade O matuto despediu Deixou no rancho Seus costume de caboclo Pensando ter muito pouco Naquela beira de rio Tem certas coisas Que se passa com a gente Quando muda de repente Na sorte que Deus nos deu Sabe seu moço Esse mundo é uma escola A enxada é uma viola E o roceiro sou eu Source: Musixmatch Songwriters: Joao Leocadio Da Silva / Isabel Augusta Mathias De Sousa Casa De Barro lyrics © Samba Songs, Irmaos Vitale Editores Ltda Sonoridade e Estilo Féis à identidade da dupla, a faixa é construída sobre a base acústica da viola caipira e do violão. Pena Branca e Xavantinho utilizam uma divisão vocal clássica de duas vozes perfeitamente afinadas e sem excessos comerciais, características que renderam à dupla o respeito tanto do público tradicional quanto da crítica de MPB. YouTube ·rochajose Duca Rocha Assista à tocante interpretação de Pena Branca e Xavantinho e ouça o arranjo tradicional de viola para "Casa de Barro": Se você quiser se aprofundar nessa obra, posso te ajudar a encontrar as cifras para tocar no violão ou indicar outras músicas que abordam o êxodo rural na era de ouro da música de raiz. Como prefere prosseguir

A E/B A/C# Aquela casa de paredes barreada E/B A F#7 Bm F#7 Lá na beira da estrada, já não tem morador Bm F#7 Bm Há quanto tempo ela esta abandonada A E/G# E7 A E7 Uma tapera largada, poucos sabem o seu valor A E/B A/C# Sabe seu moço, quem morava dentro dela G/B A G D Levando a vida singela, era um roceiro feliz E7 C#m Saindo cedo pros caminhos do roçado F#m Bm E7 A E7 Hoje conto seu passado, assim o destino quis... A E/B A/C# Faz muito tempo o dia certo eu não me lembro E/B A F#7 Bm F#7 Mas foi num mês de setembro, em uma tarde de sol Bm F#7 Bm A codorninha piava lá na paiada A E/G# E7 A E7 E a poeira avermelhada rodava em caracol A E/B A/C# Lá na baixada as batidas da porteira G/B A G D Na estrada boiadeira ecoava o chapadão E7 C#m E aquele moço começava uma viagem F#m Bm E7 A E7 Levando fé e coragem em cima de um caminhão A E/B A/C# Trocando a vida do sertão por uma cidade E/B A F#7 Bm F#7 Obrigando a vontade o matuto despediu Bm F#7 Bm Deixou no rancho seus costumes de caboclo A E/G# E7 A E7 Pensando ter muito pouco naquela beira de rio A E/B A/C# Tem certas coisas que se passa com a gente G/B A G Quando muda de repente na sorte que D Deus nos deu E E7 C#m7 Sabe seu moço, esse mundo é uma escola F#m Bm E7 A A enxada é uma viola e o roceiro sou eu
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