Cifra interativa
Fabio Brazza

Aiyra Ibi Abá

Fabio Brazza

Sobre:

Dificuldade: fácil | Estilo: rap/hip hop | Sentimento: engajada, séria | Ocasião: roda de amigos, show, protesto | Tags: rap, hip hop, protesto, brasileira, fácil, letra

Fabio Rebouças de Azeredo, mais conhecido como Fabio Brazza, é um Rapper, compositor e poeta brasileiro. Também é neto do poeta concreto Ronaldo

Azeredo.

C Am Homem branco chegou aqui Em Bm E me perguntou C Am Quanto custa essa terra Em Bm Só falar que eu te dou C Am Mas eu não entendi Em Bm Índio não entende C Am Minha terra é minha mãe Em Bm E a mãe não se vende C Am Eu agradeço a mensagem cálida, mas cara pálida Em Bm Sua proposta não é válida C Am A vida não é propriedade de quem vence a guerra Em A terra não pertence ao homem Bm O homem que pertence a terra C Am E é ai que você erra, pois não se pode comprar Em Bm A clareza da água a pureza do ar C Am Não sou dono de nada, nada disso é meu Em Bm Tudo isso é um presente que a natureza nos deu C Am Veja bem esse rio é sagrado pra nós Em Bm Ele que matou a sede dos nossos avós C Am Ele corre em nós, como o sangue na veia Em Bm É da seiva do solo que sai nossa ceia C Am Receio, que ainda assim você não entenda Em Bm Já que em sua sociedade tudo esta a venda C Am Mas índio se defende e índio não se rende Em Bm Pois a honra para nós não é uma questão de renda C Am Homem branco chegou aqui C Bm E me perguntou Am Em Quanto custa essa terra C Bm Só falar que eu te dou C Am Mas eu não entendi Em Bm Índio não entende C Am Minha terra é minha mãe Em Bm E a mãe não se vende C Am Veja na natureza não há cobiça Em Bm A gente tira o que precisa, nada se desperdiça C Am Dizem que índio tem preguiça, mas é que não é normal Em Bm É o cumulo tamanho acúmulo de capital C Am Esse mundo tá doente, perdido Em Se não posso deixar posse Bm Apenas passo a lição do ente querido C Am Não faz sentido, trabalhar a vida inteira Em Bm Por coisas que cedo ou tarde vão parar numa lixeira C Am Não, eu não entendo a sua maneira de vida Em Bm Seu progresso não passa de uma manobra suicida C Am Meu povo vive em igualdade e liberdade Em Bm E você chama sua sociedade de evoluída? C Am Em Bm Aiyra Ibi Aba, Aiyra Ibi Aba C Am Em Bm Aiyra, Aiyra Ibi Aba C Am Ultimamente quando ando pela terra Em Bm Escuto o prenúncio de uma guerra C Do homem que mata Am Do ferro que berra E Do grito aflito da mata oculto Bm Pelo ranger da moto serra C Am Senhor, se for tomar essa terra lhe peço o favor Em Bm Que ensine seus filhos a tratá-la com amor C Mas se for para manchar Am E destruir a terra que eu nasci Em Bm Antes de partir, me enterra aqui C Am Porém saiba que ainda que eu me vá, meu povo viverá Em Bm Pois somos um pedaço da alma deste lugar C E quando a última árvore tombar Am O homem branco vai perceber Em Bm Que dinheiro não se pode comer C Am Aí você verá; eu e você somos iguais Em Bm Temos a mesma alma que as plantas e os animais C Am Da terra viemos e pra ela iremos voltar E Bm Mas até lá já será tarde demais C Am Em Bm Aiyra Ibi Aba, Aiyra Ibi Aba C Am Em Bm Aiyra, Aiyra Ibi Aba
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