Cm Ab
Sonho o poema de arquitetura ideal cuja própria nata de cimento
Db7
Encaixa palavra por palavra, tornei-me perito em extrair
Db7/9
Faíscas das britas e leite das pedras.
Cm Fm
Acordo, e o poema todo se esfarrapa, fiapo por fiapo.
Cm
Acordo, o prédio, pedra e cal, esvoaça
Fm
Como um leve papel solto à mercê do vento
Ddim
E evola-se, cinza de um corpo esvaído de qualquer sentido
Cm
Acordo, e o poema-miragem se desfaz
Fm
Desconstruído como se nunca houvera sido.
Cm
Acordo! Os olhos chumbados pelo mingau das almas
Fm
E os ouvidos moucos,
Ddim Am
Assim é que saio dos sucessivos sonos:
Am Dm
Vão-se os anéis de fumo de ópio e ficam-me os dedos estarrecidos.
Dm
Metonímias, aliterações, metáforas, oxímoros sumidos no sorvedouro.
F
Não deve adiantar grande coisa permanecer à espreita
Bdim
No topo fantasma da torre de vigia
Ddim Am
Nem a simulação de se afundar no sono, nem dormir deveras.
F E7 Am
Pois a questão-chave é:
Am Dm
Sob que máscara retornará o recalcado
Am Dm Am
Sob que máscara retornará sob que máscara
----------------- Acordes -----------------
Ab = 4 3 1 1 1 4
Am = X 0 2 2 1 0
Bdim = X 2 3 1 3 1
Cm = X 3 5 5 4 3
Db7 = X 4 3 4 2 X
Db7/9 = X 4 3 4 4 X
Ddim = X X 0 1 0 1
Dm = X X 0 2 3 1
E7 = 0 2 2 1 3 0
F = 1 3 3 2 1 1
Fm = 1 3 3 1 1 1
ESCOLHA OS ACORDES:
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