Em Am7
Disseram-me um dia, Rita, põe-te em guarda
Em Dm7
aviso-te, a vida é dura, põe-te em guarda
D7 G
cerra os dois punhos e andou, põe-te em guarda
Bm F
e eu disse adeus à desdita
C
e lançei mãos à aventura
Em
e ainda aqui está quem falou
Em Am7
galguei caminhos-de-ferro (põe-te em guarda)
Em Dm7
palmilhei ruas à fome (põe-te em guarda)
D7 G
dormi em bancos à chuva (põe-te em guarda)
Bm F
e a solidão, não erro
C
se ao chamá-la, o seu nome
Em
me vai que nem uma luva
Em Am7
andei com homens de faca (põe-te em guarda)
Em Dm7
vivi com homens safados (põe-te em guarda)
D7 G
morei com homens de briga (põe-te em guarda)
Bm F
uns acabaram de maca
C
e outros ainda mais deitados
Em
o coveiro que o diga
[Refrão]G Bm
o coveiro que o diga
F G
quantas vezes se apoiou na enxada
Bm
e o coração que o conte
F G
quantas vezes já bateu para nada
Em Am7
e um dia de tanto andar (põe-te em guarda)
Em Dm7
eu vi-me exausta e exangue (põe-te em guarda)
D7 G
entre um berço e um caixão (põe-te em guarda)
Bm F
mas quem tratou de me amar
C
soube estancar o meu sangue
Em
e soube erguer-me do chão
Em Am7
veio a fama e veio a glória (põe-te em guarda)
Em Dm7
passearam-me de ombro em ombro (põe-te em guarda)
D7 G
encheram-me de flores o quarto (põe-te em guarda)
Bm F
mas é sempre a mesma história
C
depois do primeiro assombro
Em
logo o corpo fica farto
Andei com homens de faca... etc.
Refrão : o coveiro... etc.
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