Gm D7/G
Velho porongo crioulo
Gm D7
Te conheci no galpão
Gm D7/G
Trazendo meu chimarrão
Gm D7
Com cheirinho de fumaça
Eb Gm
Bebida amarga da raça
D7 Gm
Que adoça o meu coração
Gm D7/G
Bomba de prata cravada
Gm D7
Junto ao açude do pago
Gm D7/G
Quanta china ou índio vago
Gm D7
Da água seu pensamento
Eb Gm
De alegria, sofrimento
D7 Gm
De desengano ou afago
Eb D7
Te vejo na lata de erva
Eb D7
Toda coberta de poeira
Gm D7/G
Na mão da china faceira
Gm D7
Ou derredor do fogão
Eb Gm
Debruçado num tição
D7 Gm
Ou recostado à chaleira
Gm D7/G
Me acotovelo no joelho
Gm D7
Me sento sobre o garrão
Gm D7/G
Ao pé do fogo de chão
Gm D7
Vou repassando a memória
Eb Gm
E não encontro na história
D7 Gm
Quem te inventou, chimarrão
Gm D7/G
Foi índio de pelo duro
Gm D7
Quando pisou neste pago
Gm D7/G
Louco pra tomar um trago
Gm D7
Trazia seca a garganta
Eb Gm
Provando a folha da planta
D7 Gm
Foi quem te fez mate-amargo
Eb D7
Foste bebida selvagem
Eb D7
E hoje és tradição
Gm D7/G
E só tu, meu chimarrão
Gm D7
Que o gaúcho não despreza
Eb Gm
Porque és o livro de reza
D7 Gm
Que rezo junto ao fogão
Gm D7/G
Embora frio ou lavado
Gm D7
Ou que teu topete desande
Gm D7/G
Minha alegria se expande
Gm D7
Ao ver-te assim meu troféu
Eb Gm
Quem te inventou foi pra o céu
D7 Gm
E te deixou para o Rio Grande
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